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Atualizado às: 04 de agosto, 2003 - 22h55 GMT (19h55 Brasília)
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Aids pode aumentar na África do Sul, alertam pesquisadores
Manifestantes em congresso sobre Aids na África do Sul
Manifestantes são contra política do governo

Integrantes da primeira Conferência Nacional sobre Aids e HIV na África do Sul alertaram para uma nova fase da epidemia de Aids no país, com o aumento no número de mortes.

"A África do Sul está entrando em período que será marcado pela escalada no número de mortes", disse o pesquisador Quarraisha Abdool Karim, da Universidade Natal, durante o congresso que está sendo realizado em Durban.

A recusa do governo sul-africano de implementar o programa de distribuição de drogas anti-retroviral vem sendo alvo de protestos contínuos.

O governo diz que falta dinheiro para o programa.

Mortes

Participantes da Campanha de Ação e Tratamento, o maior grupo que realiza campanhas sobre a Aids na África do Sul, fizeram uma manifestação no centro de conferência onde está sendo realizado o congresso.

O grupo foi liderado por Zachie Achmat - o ativista mais famoso do país na questão da Aids - que está no momento passando por tratamento com drogas retrovirais.

No ano passado, em um protesto que teve apoio do ex-presidente Nelson Mandela, o ativista se recusou a fazer o tratamento retroviral até que o governo o tornasse disponível o tratamento para todos os pacientes portadores do vírus HIV.

"Eu decidi tomar os meus remédios," disse Achmar nesta segunda-feira durante a manifestação.

Atraso

Ativistas dizem que o atraso na implementação do programa de tratamento vem custando a vida de centenas de pessoas no país. Quase cinco milhões sul-africanos são portadores do vírus HIV.

"A incidência da infecção pelo vírus HIV talvez esteja chegando perto do saturação na África do Sul, mas seria inocente dizer que isso é um sucesso," disse Karim.

A ministra da Saúde da África do Sul, Manto Tshabalala-Msimang, foi ridicularizada na abertura da Conferência, no domingo, quando defendia a política do governo.

"Nós nunca dissemos que nós não precisamos de tratamento retroviral. A questão é o custo," disse a ministra à BBC.

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