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Mandela cobra apoio maior da Europa a programas contra Aids
O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela pediu aos líderes europeus que façam como os Estados Unidos e financiem campanhas contra a Aids. O pedido foi feito durante o maior congresso sobre a Aids do ano, que está sendo realizado em Paris, na França. Mandela disse que o número de pessoas mortas pela doença, especialmente nos países em desenvolvimento, representava uma violação dos direitos humanos. O presidente americano, George W.Bush, prometeu uma ajuda US$ 15 bilhões para o combate ao vírus HIV na África e no Caribe. "Fracasso" Cerca de 5 mil cientistas e médicos estão participando do congresso em Paris, que ocorre 20 anos depois de os cientistas terem conseguido provar a ligação entre o vírus HIV e a Aids. Mandela afirmou em seu discurso que o mundo fracassou em traduzir os avanços conquistados por meio das pesquisas científicas em ações de combate à Aids. O professor Robert Gallo, um dos primeiros cientistas a divulgar evidências de que o vírus HIV causava a Aids, negou que o fato do foco da crise da doença ter se voltado para países em desenvolvimento nas últimas décadas tenha feito que pesquisadores perdessem o interesse em desenvolver vacinas. O cientista disse à BBC que algumas localidades próximas à cidade americana de Baltimore, onde vive, têm níveis de contaminação pelo vírus HIV comparáveis aos da África. Para Gallo, o argumento de que a falta de infra-estrutura de países em desenvolvimento dificulta o tratamento de doentes por meio do uso de vacinas precisa ser revisto. "Se a infra-estrutura não está lá, nós vamos criar uma droga multiresistente para o organismo." Sucesso brasileiro O congresso, que teve início no domingo e vai até a quarta-feira, foi interrompido após o discurso de Nelson Mandela devido ao protesto de dezenas de pessoas, que reivindicavam mais fundos para as campanhas HIV/Aids no mundo. Mandela sorriu durante o barulhento, mas pacífico, protesto, batendo palmas e cantando junto com os manifestantes. Os delegados que participam da convenção ouviram os relatórios alarmantes sobre os avanços da doença. No Burundi, por exemplo, 90 mil pessoas precisam de tratamento mas apenas mil são contemplatadas. Mas os dados apresentados pelo Brasil sobre as campanhas alertando para a necessidade de se praticar sexo seguro amenizaram o quadro desanimador. De acordo com os dados apresentados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que participou do congresso, o número de mortos da Aids no Brasil caiu 50%, e houve também a diminuição em 75% do número de hospitalizações nos últimos anos. |
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