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Atualizado às: 03 de julho, 2003 - Publicado às 15h37 GMT - 12h37 (Brasília)
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EUA prevêem 'catástrofe' da Aids na China e na Índia
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A agência federal de saúde dos Estados Unidos prevê uma "catástrofe" na China e na Índia por causa da expansão rápida da Aids.

"Em alguns países, como Camboja, ou - acreditamos - como China e Índia, medidas de saúde pública ainda não foram tomadas, e a epidemia está realmente se espalhando muito, muito rápido", disse Julie Gerberding, diretora do CDC, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

"Parece a África de dez anos atrás", afirmou a especialista em doenças infecciosas em uma conferência em Cingapura, na Ásia.

A China tem pelo menos 1 milhão de pessoas infectadas com o vírus da Aids, e a Índia, outras 4 milhões. Esses números devem pular, até o fim da década, para 10 milhões e 25 milhões, respectivamente.

Camboja

No Camboja, 158 mil pessoas vivem com a vírus HIV, o que representa 2,6% da população total. Mas a situação na China e na Ásia preocupa mais por serem esses os dois países mais populosos do mundo.

De acordo com a doutora Gerberding, esses países deverão ter uma epidemia de Aids por terem um sistema de saúde precário.

A especialista americana está se encontrando em Cingapura com autoridades asiáticas para oferecer apoio técnico para a detecção de doenças infecciosas.

A reunião foi motivada pela recente epidemia de Sars (sigla em inglês de Síndrome Respiratória Aguda Grave), que deixou centenas de mortos na Ásia.

Jack Chow, o vice-secretário-assistente de Saúde e Ciência do governo americano, que está acompanhando Julie Gerberding na Ásia, disse que pode haver 80 milhões de novos casos de pessoas infectadas com o vírus da Aids apenas na China, na Índia, na Rússia, na Etiópia e na Nigéria até o fim da década.

A Unaids, agência da ONU dedicada à doença, diz que hoje 42 milhões de pessoas têm o vírus HIV, das quais 70% estão na África Subsaariana.

A Aids já matou 25 milhões de pessoas no mundo todo, e a ONU prevê que, até 2020, 70 milhões tenham morrido como conseqüência da epidemia.

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