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Para ONG, falta de preservativos inibe combate à Aids
A organização não-governamental americana Population Action International (PAI) afirmou nesta terça-feira que os países em desenvolvimento precisariam receber 8 bilhões de preservativos gratuitos por ano para combater a disseminação da Aids. No entanto, estes países recebem apenas um bilhão de camisinhas, número que nos próximos anos pode se tornar irrisório diante da necessidade cada vez maior da região a ONG calcula que até o fim da década serão necessários 18 bilhões de preservativos por ano. A denúncia foi feita pela PAI durante uma conferência sobre Aids em Paris, onde também foi divulgado um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a necessidade também de mais doações de remédios contra a tuberculose. Segundo a OMS, 8 milhões de pessoas são infectadas pela tuberculose todo ano, e HIV positivos têm maiores chances de se contaminarem. Índia A ONG afirmou que a Índia é o país que mais sofre com a tuberculose, com quase 2 milhões de novos casos por ano um quarto do total mundial. No entanto, a incidência da doença está acontecendo também na Rússia e na África que, segundo os especialistas, praticamente não teria casos de tuberculose, não fosse a Aids. Remédios contra Aids custam na África cerca de US$ 10 por paciente, mas apenas um terço dos doentes tem acesso ao medicamento. Além da tuberculose, a falta de camisinhas também seria um grave problema na África, já que, segundo a PAI, isso praticamente destrói os esforços no combate à doença. "Realmente há um déficit de preservativos", reconheceu Aurorita Mendoza, conselheira de vulnerabilidade e prevenção do Programa Conjunto das Nações Unidas contra o HIV/Aids (UNAIDS, na sigla em inglês). "Mas estimamos a distribuição gratuita mundial entre 6 e 9 bilhões. No entanto, precisamos de algo entre 8 e 24 bilhões." A solução do problema seria aumentar a verba destinada para este fim. "Precisamos de mais financiamento dos governos e de apoio da comunidade internacional", disse Mendoza. |
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