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Começou a contagem dos votos na Guiné | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os guineenses votaram ontem, pela quarta vez na sua história democrática. Espera-se que os resultados comecem a ser divulgados ainda esta semana, provavelmente na quinta-feira. A Comissão Nacional de Eleições pediu à Comunicação Social que não publique resultados parciais antes, isto apesar de alguns resultados irem sendo afixados nas assembleias de voto. A CNE, que considera que a Guiné-Bissau vive uma situação delicada, quer evitar a especulação. No dia das eleições, Domingo, não se registaram incidentes, e os observadores estrangeiros foram unânimes em considerar que as eleições decorreram de forma ordeira. A CEDEAO garantiu hoje numa conferência de imprensa que não tinha registado nenhum incidente de fraude eleitoral. As eleições foram "livres, pacíficas, transparentes e credíveis". considerou a CEDEAO. Estas eleições ficam marcadas, no entanto, por uma elevada abstenção. Abstenção Na Região de Biombo, no Norte, o presidente regional local da Comissão de Eleições prevê que a abstenção atinja os 60%. A evidência do registo de alta taxa de abstenção começou logo nas primeiras horas da votação. Relatos de correspondentes das rádios deram conta de que, em algumas tabancas do interior, muitas assembleias de voto não registaram nenhuma votação após várias horas de abertura.
Uma explicação pode ser a ausência de Nino Vieira, assassinado em Março passado. "Há regiões em que o Nino Vieira tinha muito apoio e mesmo em Bissau, muitas pessoas se proclamam 'ninistas'", explicou o correspondente da BBC em Bissau, Salvador Gomes. "Muitas pessoas disseram que não iam votar porque o candidato deles não está lá." Foi o assassinato de Nino Vieira que antecipou estas eleições presidenciais, onde concorreram 11 candidatos. Os três favoritos são Kumba Ialá, do PRS, Malam Bacai Sanhá, do PAIGC, e o independente Henrique Pereira Rosa. Este último poderá vir a ser a grande surpresa destas eleições, adiantou o correspondente da BBC. Muitos analistas, salientou Salvador Gomes, prevêm que Henrique Rosa vá à segunda volta. 'Passo decisivo' Falando à imprensa após ter votado, o Presidente da República Interino, Raimundo Pereira, destacou que estas eleições constituem um passo decisivo para a estabilização do país. “Qualquer presidente que sair dessas eleições deve dar prioridade ao diálogo permanente, à paz e estabilidade”, considerou. Por seu lado, o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, considerou que estas representam uma viragem da Guiné-Bissau. “Sobretudo porque a comunidade internacional mobilizou fundos para estas eleições. Penso que o povo vai saber retribuir essa confiança votando massivamente”, antecipou.
A CPLP está presente nestas eleições com uma equipa de observadores. Albertino Bragança, que chefia a missão, dirigiu aos guineenses uma mensagem de unidade. “Todos os países da CPLP estão desejosos de colaborar para que a Guiné possa ultrapassar a situação que enfrenta”, sublinhou Bragança, em declarações à BBC. Candidatos confiantes Bacai Sanha, o candidato do partido no poder, PAIGC, manifestou confiança numa vitória depois de duas participações falhadas. “Penso que esta é a minha vez de ganhar”, frisou, após ter votado. “Estou confiante porque represento um projecto novo para acabar com as guerras intestinais. A impressão que tenho é que o povo aderiu ao meu projecto”, considerou. A esperança do novo presidente ser capaz de mudar a Guiné continua a ser, entretanto, o grande desejo do eleitorado. | LINKS LOCAIS Guiné Bissau: as cores e a campanha25 Junho, 2009 | Notícias A Guiné-Bissau é ainda um país instável25 Junho, 2009 | Notícias Bissau: Contagem decrescente para eleições25 Junho, 2009 | Notícias Recta final para as eleições guineenses24 Junho, 2009 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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