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Última actualização: 25 Junho, 2009 - Publicado às 03:42 GMT
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A Guiné-Bissau é ainda um país instável

Mercado popular na Guiné-Bissau
Com eleições presidenciais antecipadas à porta e mais um período de convulsão política e social na Guiné-Bissau, paz e estabilidade são palavras na boca de quase todos os guineenses.

Mas, a juntar à instabilidade política, o país atravessa uma crise económica que o tem colocado à mercê da ajuda financeira de parceiros e instituições internacionais.

Nem nos supermercados do centro de Bissau se escapa às mensagens dos 11 candidatos à corrida presidencial de dia 28 de Junho.

Num país onde a vasta maioria está dependente da agricultura e da pesca e onde as oportunidades escasseiam e o dinheiro falta, para muitos guineenses enquanto não se endireitar a situação político-militar, o negócio vai correr mal.

"As oportunidades escasseiam", dizem os cidadãos, para quem o estado está a desperdiçar os muitos talentos que, asseguram-me, estão presentes na Guiné-Bissau.

Desperdiçados são também recursos minerais e naturais, num país praticamente dependente da castanha de cajú e, mais do que isso, dependente dos preços do produto que emprega quase três quartos da população.

Sobrevivência

Quando escasseiam as oportunidades, floresce o mercado informal.

No mercado central de Bissau trabalham centenas de pessoas, novas e velhas, homens e mulheres, que vivem, ou sobrevivem, da sua imaginação e daquilo que conseguem vender ao fim do dia.

Com apenas 40% da população escolarizada e com a educação inacessível aos bolsos da maioria das famílias, são muitos os jovens que gostariam de continuar a estudar mas não têm outra alternativa senão lutar pelo dia-a-dia, a pulso.

Não deixam contudo de sonhar com uma Guiné diferente e, como muitos me asseguram, "a Guiné é uma família alargada onde todos se conhecem", como eu próprio pude confirmar.

Com salários em atraso e sem dinheiro, o dia-a-dia torna-se numa luta de sobrevivência diária.

Ainda assim, para muitos na capital, todos os dias são dias de trabalho.

Os guineenses continuam, como sempre pacientes, à espera de melhores dias.

Apesar dos receios de uma fraca afluência às urnas no dia 28, muitos guineenses, cansados de esperar, insistem que é preciso despertar consciências para a necessidade de se seguir um novo rumo.

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18 Junho, 2009 | Notícias
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