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Última actualização: 24 Junho, 2009 - Publicado às 03:57 GMT
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Recta final para as eleições guineenses

Poster de Malam Bacai Sanhá
As casas dos candidatos ostentam grandes cartazes eleitorais
Vinte e um observadores de catorze países estão desde terça-feira nas nove regiões administrativas da Guiné-Bissau para acompanhar as eleições presidenciais antecipadas de domingo.

Na sua deslocação ao norte da Guiné-Bissau, o chefe da missão dos observadores da União Europeia, o belga Johan Van Hecke, mostrou-se satisfeito com o que viu e inteirou-se dos preparativos para o dia da votação.

Em Cachungo, na região de Cacheu, a campanha era visível e audível a todos os que circulavam na baixa da cidade.

A cerca de 100 quilómetros a norte da capital, Bissau os apoiantes dos vários candidatos faziam o que podiam para persuadir os eleitores a votarem no seu candidato.

 O que mais me impressionou foi o facto da Comissão Regional Eleitoral de Cacheu ter conduzido o processo de maneira transparente e inclusiva
Johan van Hecke

"Estou a apoiar a candidatura de Malam Bacai Sanhá. Ele é um líder exemplar e é diferente dos outros líderes guineenses," disse-me um apoiante do candidato oficial do PAIGC.

José Manuel da Costa apoia a campanha do independente Henrique Rosa.

"A Guiné-Bissau está sempre com problemas. Quero a paz para ver como é que Henrique Rosa trabalha. Já participei em três campanhas e nada muda. Por isso é que vou apoiar Henrique Rosa."

Convivência

Em Cachungo a palavra de ordem é a convivência de candidaturas.

Em Bissau, o chefe dos observadores da União Europeia já tinha avisado que a falta de equilíbrio competitivo entre as diversas candidaturas, a juntar à falta de segurança para candidatos e eleitores, ajudava a criar um clima de medo, impunidade e intimidação.

Qualquer lugar serve para fazer campanha

Mas, na terça-feira van Hecke regressou do norte da Guiné-Bissau bem impressionado com o que viu

"O que mais me impressionou foi o facto da Comissão Regional Eleitoral de Cacheu ter conduzido o processo de maneira transparente e inclusiva," disse van Hecke aos jornalistas que o acompanharam.

 Estamos com medo que continue a chover. O importante é que, no domingo, todas as mesas de voto estejam abertas às 7 horas para toda a gente votar
Fernando Gomes

Em jeito de brincadeira contou ainda como um mandatário de uma das candidaturas lhe tinha dito ser comum a realização de jogos de cartas com mandatários de candidaturas rivais.

Mas, apesar da descontracção nas sedes de campanha, os observadores pretendem assegurar-se também que em pequenas localidades - vulgo tabancas - a escolha do candidato é feita pelo eleitor e não por terceiros.

Tabanca Sincha foi uma das paragens na região de Cacheu.

O chefe da tabanca, Tobana Horta Anton, assegurou-me que os seus eleitores iriam votar de sua consicência, alheios a promessas.

Programas

Segundo ele, para os eleitores o que conta é o programa do candidato.

"As pessoas agora aprenderam; não vão em estórias de etnia e religião. Olham para os programas dos candidatos. Esta é uma comunidade da etnia balanta, que tradicionalmente podia ser do PRS. Mas não é o caso; todos os partidos têm votos aqui."

Seja qual for a decisão dos candidatos, parece estar criada uma incógnita quanto à eventualidade de uma segunda volta.

Segundo a CNE não foi diponibilizado dinheiro para as campanhas dos candidatos

Mas em Cachungo, Fernando Gomes, o líder da Comissão Regional Eleitoral de Cacheu, promete estar tudo a postos para qualquer eventualidade. Resta apenas que a chuva ajude.

"Estamos com medo que continue a chover. Temos sectores de difícil acesso mesmo na época seca. O importante para nós é que, no domingo, todas as mesas de voto estejam abertas às 7 horas para toda a gente votar."

De regresso a Bissau, Johan Van Hecke admitia-me que apesar da maior animosidade que por vezes se verificava na campanha em Bissau - com os candidatos mais expansivos nos seus ataques pessoais - o ambiente, nomeadamente na capital, era de calma e que o processo estava a decorrer sem sobressaltos.

Mas deixou uma mensagem para os candidatos.

"Deve haver agora uma luta séria contra a impunidade. Quem quer que seja eleito Presidente da Guiné-Bissau, acho que deve ter isso como uma das primeiras prioridades."

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