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Henrique Rosa vai candidatar-se à presidência | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente da Guiné-Bissau, Henrique Rosa, admitiu esta segunda-feira na Cidade da Praia que pode vir a concorrer às próximas eleições presidenciais no seu país. O antigo estadista guineense encontra-se em Cabo Verde numa visita que se prolonga até quinta-feira e foi recebido pelo presidente Pedro Pires. Henrique Rosa, que foi presidente de transição entre 2003 e 2005, está na capital caboverdiana naquilo que ele chama de 'visita privada'. Mas, estando a Guiné-Bissau na ordem do dia, naturalmente este acaba por ser o motivo dos contactos que vai mantendo na Cidade da Praia. É assim que foi recebido pelo chefe de Estado cabo-verdiano, Pedro Pires, devendo encontrar-se com outras entidades e individualidades deste arquipélago. À comunicação social Henrique Rosa admitiu concorrer nas próximas eleições à Presidência da República do seu país, classificando essa disponibilidade como 'um dever moral'. "Tenho uma pressão bastante grande dos meus concidadãos e se houver condições... naturalmente, se eu for chamado, como das outras vezes, responderei. O país está em crise e temos que responder. É a nossa obrigação moral." Riscos Henrique Rosa diz reconhecer os riscos que uma tal decisão poderá acarretar neste momento da vida guineense, cuja precariedade é de todos conhecida. É a nossa terra. Não podemos fugir. Não temos outro sítio para onde ir senão lá, e enfrentar. É um acto de coragem. Já outros antes de nós o fizeram e nós também estaremos à altura." A Guiné-Bissau e Cabo Verde são dois países considerados irmãos, tendo no passado lutado conjuntamente, através do PAIGC de Amílcar Cabral, pela respectiva independência. Porém, um golpe de Estado em 1980, que derrubou Luís Cabral e colocou Nino Vieira no poder, acabou por pôr fim ao projecto de unidade que havia entre dois países. Tratando-se de um antigo combatente do PAIGC, o presidente cabo-verdiano, Pedro Pires é, de um modo geral, uma figura muito bem vista nos meios políticos guineenses. Daí que, embora de carácter privado, a audiência que concedeu a Henrique Rosa não terá deixado de ter a situação guineense como tema do encontro. Apesar de tudo o que aconteceu no início do mês de Março e que resultou nas mortes de Nino Vieira e do General Tagme Na Waie, Henrique Rosa diz-se esperançado em relação ao futuro do seu país. "São actos isolados de gente que nós temos que descartar, temos que pô-los de lado. Mas, de forma alguma nós vamos ficar sozinhos." | LINKS LOCAIS Presidente do Parlamento assume chefia da Guiné02 Março, 2009 | Notícias Nino Vieira assassinado por militares02 Março, 2009 | Notícias Morto CEMGFA da Guiné-Bissau02 Março, 2009 | Notícias Guiné-Bissau escolhe Presidente da República19 Junho, 2005 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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