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Presidente do Parlamento assume chefia da Guiné | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior pediu aos guineenses para ultrapassarem mais uma crise, na sequência dos assassinatos do presidente Nino Vieira e o chefe das Forças Armadas, o General Tagme na Waie. Raimundo Pereira, presidente da Assembleia Nacional Popular, cumprindo a Constituição, vai assumir a Presidência da República até as eleições, que se vão realizar dentro de 60 dias. Bissau vive uma aparente acalmia. O governo decretou sete dias de luto nacional pela morte de Nino Vieira. A Assembleia Nacional Popular convocou para terça-feira a retoma dos trabalhos. Primeiro-ministro quer consenso Reunido em conselho de ministros, o governo condenou os dois assassinatos e recomendou ao Procurador Geral da República a criação de uma comissão de inquérito para apurar responsabilidades. “Vamos tentar gerir a crise na base de consenso. É preciso que o povo guineense saiba gerir mais uma crise", disse Carlos Gomes Júnior em declarações à BBC à saída do seu gabinete, visivelmente consternado. "Depois do encontro com os militares fiquei confiante de que tudo volta a acalmar-se”, acrescentou. Os militares - agora organizados em comissão de chefias militares para gerir a crise - reafirmaram, num encontro com o governo, fidelidade ao poder político e às leis. Militares respeitam democracia Quando se esperava uma declaração de um golpe de estado, a comissão de chefias militares veio a público dizer que não se trata de um golpe de estado e que tudo se encontra sob controlo. “Reafirmamos ao governo que não é um golpe de estado", garantiu o Capitão de Fragata José Zamora Induta, porta-voz da comissão de chefias militares. "Aconteceu o atentado contra o chefe de estado maior general das Forças Armadas, e a situação alastrou-se ao Presidente da República", explicou. Zamora Induta assegurou ainda que a comissão de chefias militares pretende "respeitar a Constituição e as instituições democraticamente eleitas". Segundo esclareceu à saída do encontro com o governo, um grupo de pessoas armadas ainda não identificadas terá atacado e morto Nino Vieira na sua residência. Estranhamente, sem que os seus guardas o defendessem. Mais condenações Para além das condenações do Governo há a registar a condenação das organizações da sociedade civil, aqui expressa pelo porta-voz da plataforma, Luís Vaz Martins. “Condenamos os assassinatos do Presidente da República e do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas e solidarizamo-nos com a posição dos militares de se submeterem ao poder político e à Constituição”, disse Luís Vaz Martins.
Nino Vieira morreu esta madrugada, baleado no peito. Tagme na Waie morreu um dia antes, esmagado por parte do edifício do Estado Maior General das Forcas Armadas que ruiu após a explosão de uma bomba. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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