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Última actualização: 19 Junho, 2005 - Publicado em 05:25 GMT
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Guiné-Bissau escolhe Presidente da República
Henrique Pereira Rosa, o presidente interino
Henrique Pereira Rosa, o presidente interino que cederá o cargo ao vencedor destas eleições
Na Guiné-Bissau treze candidatos concorrem este Domingo às eleições presidenciais para encontar um substituto para o presidente interino, Henrique Rosa.

Dos treze candidatos há três que reunem maior favoritismo: Malam Bacai Sanhá, Nino Vieira e Kumba Yalá.

Depois de uma campanha bastante animada mas ordeira, os guineenses participaram em elevados números no acto eleitoral.

A votação decorreu sem problemas de maior, excluindo um problrme entre jornalistas e a segurança do candidato Kumba Yalá.

O povo guineense tem esperança de poder escolher um líder que consiga trazer à Guiné-Bissau a estabilidade política e social necessária para o relançamento económico deste país, um dos mais pobres do mundo.

As assembleias de voto abriram às 07h00, hora local, e encerram 10 horas mais tarde.

Em todo o país funcionaram 5.000 assembleias de voto, estando 455 delas concentradas na capital Bissau.

Comunidade internaional atenta

O acto eleitoral está a ser seguido com interesse pela comunidade internacional, que enviou cerca de duas centenas de observadores.

Há muitos apoios ao desenvolvimento da Guiné-Bissau cuja disponibilização depende do modo como decorrer todo este processo eleitoral.

Mapa da Guiné-Bissau

Segundo o nosso correspondente em Bissau, Salvador Gomes, a presença deste monitores internacionais também contribui para tranquilizar os eleitores.

Estas são as eleições mais disputadas de sempre na Guiné-Bissau, com os dois principais partidos a apresentar mais do que um candidato.

As eleições mais disputadas de sempre

O PAIGC, o partido do governo, tem em Malam Bacai Sanhá o seu candidato oficial, enquanto que Nino Vieira é candidato independente.

Kumba Yalá é o candidato oficial do principal partido da oposição, o PRS.

A vitória será atribuída ao candidato que obtiver mais de 50% dos sufrágios.

Se ninguém conseguir mais de 50%, os dois candidatos mais votados irão disputar uma segunda volta.

Diz o nosso correspondente que esta eleição e a tomada de posse de um novo presidente irão encerrar um período transitório que teve início em Setembro de 2003 com o derrube de Kumba Yalá.

A Comissão Nacional de Eleições deverá divulgar os resultados no espaço de sete a dez dias.

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