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Tolerância zero na Guiné Bissau, defende CEDEAO | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma delegação conjunta da CEDEAO-Nacões Unidas reiterou esta terça-feira em Bissau a sua condenação ao atentado contra a figura do Presidente da República. A delegação é chefiada pela ministra de estado para a cooperação regional do Burquina-Faso, Minata Samate Cessouma. Para a governante a missão era clara: “viemos dizer aos que atacaram o presidente Nino que a CEDEAO não aceita esta forma de tomar o poder, pois há muitos desafios por enfrentar no capítulo de desenvolvimento”. Mohamed Ibn Chambas, presidente da comissão da CEDEAO que integra a delegação fez questão de recordar que “hoje na África Ocidental está declarada tolerância zero a golpes de estado ou mudanças da ordem constitucional por via da força ou violência”, Por seu lado o representante especial das Nações Unidas para a África Ocidental, Said Djinni reiterou o apoio da ONU em colaboração com a União Africana e a CEDEAO para o reforço do papel do sector de segurança nos países da África Ocidental, com vista à estabilização democrática e da legalidade. A presidência rotativa da CEDEAO é actualmente assegurada pelo presidente do Burquina-Faso, Blaise Campaore. A delegação deverá manter encontros com partidos políticos e a sociedade civil. Transferência
Ainda esta terça-feira, sete militares implicados na tentativa para assassinar o presidente Nino Vieira foram transferidos das prisões do Estado-maior General das Forcas Armadas para a alçada do Ministério Público. A transferência fora solicitada pelo Procurador-geral da República, Luís Manuel Cabral com o intuito de permitir que os implicados sejam julgados o mais rapidamente possível. A transferência ocorreu no dia em que uma delegação conjunta CEDEAO-Nacoes Unidas viajou para Bissau para insistir na condenação ao atentado contra a integridade física do presidente Nino Vieira. Em entrevista a BBC, Luís Manuel Cabral confirmou a transferência dos militares implicados. “Realizamos essa transferência esta manhã, e são sete implicados que estão agora nas prisões da Polícia Judiciária”, referiu Cabral. A situação das prisões deixa muito a desejar em termos de segurança. Luís Manuel Cabral disse ter solicitado o reforço de agentes de segurança ao ministério da Administração Interna Os implicados começam a ser ouvidos na quarta-feira. Estabilização Entretanto, Portugal apresentou esta terça-feira à CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, um Programa de Estabilização Democrática e Desenvolvimento para a Guiné-Bissau. O programa que será desenvolvido ao longo de dois anos foi entregue pelo Secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho que falou à BBC para África sobre os seus detalhes. “Consideremos que este é o momento certo para demonstramos o nosso apoio, solidariedade e confiança na Guiné-Bissau, por isso apresentamos o plano de médio prazo para apoio em três vertentes." Segundo explicou "a primeira vertente é o apoio ao combate ao narcotráfico, a segunda consiste no apoio à reforma ao sector de segurança e por último a ajuda ao desenvolvimento económico.” Cravinho acrescentou que “cada um destes pilares vai precisar de uma concertação internacional alargada e a CPLP está numa excelente posição para desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento dessa concertação internacional.” Sobre os últimos desenvolvimentos considerou que "a Guiné-Bissau é um país com fragilidades que são conhecidas e tem também o problema de proliferação de armas; O que aconteceu no sábado à noite pode, infelizmente voltar a ocorrer em qualquer momento." O Secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros e Cooperação explicou que "o processo político é extremamente claro: houve eleições que produziram resultados com uma grande limpidez de leitura com um partido com uma maioria sólida no parlamento." Mas referindo à proposta do presidente senegalês, Abdulaye Wade, de realizar em Dacar uma conferência internacional sobre a Guiné-Bissau, João Cravinho, considerou haver outras prioridades. "A nossa perspectiva é de que não é o momento para conferências internacionais mas a fase posterior logo que houver um governo em funções", defendeu Cravinho. | LINKS LOCAIS Guineenses repudiam atentado contra Nino Vieira24 Novembro, 2008 | Notícias Ataque contra casa do Presidente da Guiné Bissau23 Novembro, 2008 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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