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Última actualização: 24 Outubro, 2008 - Publicado em 01:23 GMT
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Nova assistência do FMI à Guiné-Bissau

Bissau
Isufo Sanhá disse que a dívida impede o desenvolvimento do país
A Guiné-Bissau vai beneficiar de um novo programa de assistência do FMI, anunciou esta quinta-feira em Bissau o Ministro das Financas, Issufo Sanhá.

O programa trienal designado Facilidade da Redução da Pobreza e Crescimento, pode levar a Guiné-Bissau ao perdão de 90% da sua dívida externa, no quadro da chamada iniciativa HIPC – países altamente individados.

O estabelecimento do novo programa é o resultado do bom desempenho do programa de assistência pós-conflito em curso desde Janeiro do corrente ano.

A delegação do FMI estará em Bissau entre 20 de Novembro e 4 de Dezembro para discutir as bases do chamado PRGF- Facilidade da Redução da Pobreza e Crescimento.

"O PRGF vai-nos permitir atingior ainda em 2009 o ponto de conclusão da Iniciativa HIPC, iniciativa de Países Altamente Endividados, como é o caso da Guiné-Bissau."

A dívida externa da Guiné-Bissau estimada em pouco mais de um bilião de dólares é cinco vezes superior ao PIB.

Ela gera um serviço de dívida de mais de 40 milhões de dólares por ano, dos quais se consegue pagar apenas 15 milhões de dólares ao FMI, Banco Mundial e ao Banco Africano de Desenvolvimento.

Impedimento

"A dívida constitui um grande estrangulamento ao desenvolvimento da Guiné-Bissau. O seu termo significa que vamos libertar recursos importantes para o desenvolvimento dos sectores sociais e infra-estruturas," disse Isufo Sanhá.

Por outro lado, Issufo Sanhá revelou que o Banco Mundial acordou disponibilizar a favor da Guiné-Bissau cinco milhões de dólares para se investir no sector agrícola, visando a auto-suficiência alimentar.

Para o sector energético anunciou o fornecimento de mais um grupo de geradores para fazer face a crónica falta de luz com que a Guiné se confronta.

"O Banco vai fornecer-nos mais dois grupos de geradores, um de 10 e outro de cinco megas. A necessidade do país é de 27 Megawatts e só estamos a funcionar com 6.5 megas."

Isufo Sanhá acrescentou que os novos grupos vão funcionar mediante um novo sistema de pré-pagamento, só quem paga é que poderá consumir.

Devido aos seus novos engajamentos, o Banco Mundial decidiu elevar a sua representacão na Guiné, devendo no lugar de um oficial de Missão, ter um representante residente.

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