|
UNTG convoca greve geral na Guiné Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo de Carlos Correia enfrenta na próxima semana a sua primeira prova de fogo com os sindicatos. A maior central sindical a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, UNTG, convocou uma greve geral de três dias. São exigidos o pagamento de salários atrasados na Função Pública e o cumprimento de vários acordos assumidos pelo anterior executivo. O analista político, Carlos Vamain, considera que o país entra num novo ciclo de perturbações de consequências imprevisiveis. Vai fazer três meses que o executivo não consegue pagar salários. As tensões subiram quando numa reunião com o governo os sindicatos receberam a informação que o executivo encara como prioridade a realização de eleições legislativas e não o pagamento de salários. “Não é justo os funcionários a trabalharem. A recolher receitas chega o fim do mês não recebem. O governo deve assumir as suas responsabilidades pagando salários, apesar de ser magro”, disse Laureano Pereira da Costa, o porta-voz da Comissão da greve geral. Reivindicações O caderno reivindicativo entregue ao governo contém 15 pontos, entre os quais o pagamento de salários na função pública em geral, das dívidas salariais com os professores e o pessoal médico, assim como o cumprimento do acordo de assistência médica e evacuacão para estrangeiro gratuitas. “A questão não é somente pagar salários. O governo tem que pagar pelo menos 50 por cento das reivindicacões, caso contrário vamos paralisar a função pública”, disse Laureano Pereira da Costa. Os trabalhadores exigem o pagamento de salários mas o governo diz que não tem dinheiro. Comentando a situação o analista político Carlos Vamain admitiu que se pode entrar num novo ciclo de perturbações que poderá ter consequências imprevisíveis. “Os sindicatos podem ter razão na medida em que quem trabalha deve receber no fim do mês. Acontece que o estado caótico em que se encontra a Guiné-Bissau não permite a satisfacão das necessidades básicas dos Funcionários Públicos.” “Há que reestruturar o estado adequando-o a actividade produtiva para que as contas públicas possam equilibrar.Não havendo receitas não pode haver despesas”disse Vamain que acrecentou que “o Estado está num beco sem saida uma vez que as receitas não são suficientes”. “E isso vai complicar todo o processo de governação e poderá ter resultados imprevisíveis a médio e longo prazo”, rematou Vamain. | LINKS LOCAIS UNTG exige compensações17 Julho, 2008 | Notícias Governo guineense regulariza salários26 Novembro, 2007 | Notícias Guiné-Bissau recebe assistência do FMI19 Novembro, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||