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Última actualização: 21 Maio, 2008 - Publicado em 00:26 GMT
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Adiado julgamento de Albert Dabo

Albert Dabo
Na Tchuto pede indemnização de 180 milhões de francos cfa (cerca de 400 mil dólares)
O tribunal regional de Bissau decidiu adiar para 24 de junho o julgamento do caso que envolve o jornalista Albert Dabo e o Chefe de Estado Maior General da Armada guineense, o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto.

Por motivos desconhecidos, Bubo Na Tchuto não compareceu em tribunal e não foi possível fazê-lo comparecer, apesar das diligências do tribunal neste sentido.

Após três horas de apreciação de questões prévias, o colectivo de juízes acabou por decidir pelo adiamento.

O assitente de Bubo Na Tchuto diz estar satisfeito com o adiamento. Pedro Enfanda defende a presença em tribunal de jornalistas do canal britânico de televisão que entrevistou Bubo Na Tchuto.

"Estou satisfeito porque se fala, por exemplo, de cumplicidade. Nao há para nós qualquer cumplicidade mas sim co-autoria. Queremos que tudo isso seja tecnicamente esclarecido", disse Pedro Infanda.

A defesa de Albert Dabo, pede a absolvição do seu constituinte da instância por considerar que nao é parte legítima do processo.

Defesa

"Albert Dabo serviu de traductor à ITN News e o Ministério Público reconhece que esta entrevista foi dada por Bubo Na Tchuto, no dia 13 de Julho de 2007.

A revista Time, em papel, publica no dia 9 de Julho um artigo sobre a Guiné Bissau em que imputa afirmações ao Chefe de Estado Maior da Armada.

Portanto quatro dias antes era impossível que o canal britânico ITN News tivesse algo a ver com o que a revista Time escreveu" defende Amine Saad.

Até à nova data de julgamento, o Ministerio Público deve assegurar pelo menos a presença de jornalistas do canal britânico que entrevistou Bubo Na Tchuto, ou então possuir depoimentos deste canal sobre o assunto.

Na Tchuto pede indemnização de 180 milhões de francos cfa, que correspondem a cerca de 400 mil dólares, por difamação e calúnia contra a sua pessoa.

Ele alega que lhe foram atribuídas afirmações falsas segundo as quais teria confimado o envolvimento em tráfico de drogas de entidades militares e civis da Guiná Bissau.

O Ministério Público ainda acusa Albert Dabo, que trabalha para a rádio privada Bombolom FM e para agência britânica Reuters, de violação do segredo de Estado e de abuso da liberdade de imprensa.

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21 Abril, 2008 | Notícias
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