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Mortalidade infantil aumenta na Guiné-Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na Guiné-Bissau morrem mais crianças actualmente do que nos últimos anos. A revelação consta nos resultados de Inquéritos aos Indicadores Múltiplos publicados quarta-feira, em Bissau. Os mesmos referem que apenas 39% das crianças foram registadas à nascença e que a maioria das mulheres guineenses ouviu falar de SIDA mas apenas 32% sabem prevenir-se da doença. O Inquérito aos Indicadores Múltiplos, vulgarmente denominado MICS, faz parte dos instrumentos de seguimento e avaliação dos progressos alcançados na realização dos objectivos e metas estabelecidas pelos acordos internacionais. Estes incluem a Declaração do Milénio para o Desenvolvimento e o Plano de Acção de um Mundo mais digno para a Criança. Apreensões É a terceira vez que a Guiné-Bissau realiza este inquérito. Os resultados, segundo considerou Francisco Costa, secretário de Estado guineense do Plano e Integração Regional, demonstram que muito há ainda por fazer sobretudo em favor das crianças. “Os resultados destes inquéritos chamam a atenção para a necessidade de uma maior conjugação de esforços para a convergência das nossas acções em prol da sobrevivência e do desenvolvimento da criança e da mulher guineense”, reconheceu aquele responsável. Segundo o relatório, em cada mil crianças de idades até aos cinco anos morrem actualmente 223 enquanto que, no ano 2000, morriam 200. Desafios Apenas 8% de crianças em idade escolar estão inscritas no ensino primário, 27% de raparigas casam-se antes dos 18 anos e a subnutrição atinge 24% de menores. O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, considera estes dados preocupantes. “Estes números desafiam-nos a todos – as instâncias de decisão política, o governo e os seus parceiros, a sociedade civil e os executores de projectos. Questionam por si só o que deverá ser a nossa prioridade e porquê”, salientou Silvana Nzirorera, representante adjunta da UNICEF na Guiné-Bissau. O governo guineense e a UNICEF pretendem realizar mais duas séries de inquéritos deste tipo até 2012. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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