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Cheias afectam 40 mil moçambicanos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
De acordo com o Centro Nacional Operativo de Emergências, as inundações já obrigaram à evacuação de perto de 40 mil pessoas para centros de acomodação temporária e áreas de reassentamento. Uma parte do sul e o centro do país continuam a ser as regiões mais afectadas, com as autoridades a advertirem de que estas poderão ser as piores cheias dos últimos tempos em Moçambique. Estes são os mais recentes dados na posse do Centro Nacional Operativo de Emergência, liderado pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, INGC. Casimiro Abreu, um alto funcionário dessa estrutura, chama a atenção para a mobilidade ou a dinâmica dos números típica de situações do género. "Até 7 de Janeiro, o número de famílias resgatadas e conduzidas para as áreas de acomodação ou reassentamento era de 6929, correspondente a cerca de 40 mil pessoas." Quanto a relatos sobre a eventual ocorrência de óbitos o nosso entrevistado afirmou que "o nosso princípio é de confirmação da informação. Tivemos informações sobre a ocorrência de mortes mas isso tem de ser confirmado pelas autoridades competentes - o Ministério de Saúde. Para já não temos mortes registadas." Esforços conjuntos No terreno, entretanto, prosseguem as operações tanto de evacuação como de assistência de ordem vária às populações deslocadas. Aos esforços do Governo juntam-se os de organizações como a Cruz Vermelha, de que faz parte Eunice Mucache. Ela referiu que "infelizmente, não conseguimos reunir os ítens que temos tido normalmente em stock e que são cerca de 5000 kits familiares – compostos por tendas, lonas, baldes e jerrycans – pois foram usados nas cheias. Neste momento temos cerca de 1500 a 2 mil kits posicionados. Temos barcos a operar em conjunto com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades e fizemos um pedido a Genebra de um fundo para esta primeira parte da emergência." E, realmente, tudo leva a crêr que vai ser necessário fazer muito mais, não só pelas populações deslocadas pelas inundações mas também para evitar uma tragédia de proporções catastróficas. É que as autoridades não têm dúvidas; Casimiro Abreu, do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, diz que estas poderão ser as piores cheias dos últimos anos. "As cheias de 2000 e 2001 atingiram o seu pico máximo em finais de Fevereiro, tendo como ponto mais alto ou crítico a região de Mutarara. E hoje estamos a apenas 24 centímetros do pico atingido na altura. Com a situação de chuvas, tudo leva a crêr o volume de água ao longo do Zambeze deverá ser maior, obrigando a Barragem de Cahora Bassa a aumentar as suas descargas." Na segunda-feira as descargas de Cahora Bassa subiram de 6000 para 6600 metros cúbicos por segundo. Portanto, dentro de quatro dias receamos que Mutarara fique inundada." | LINKS LOCAIS Cheias no centro e no sul de Moçambique04 Janeiro, 2008 | Notícias Moçambique declara 'alerta vermelho'03 Janeiro, 2008 | Notícias Moçambique em estado de alerta devido a cheias02 Janeiro, 2008 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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