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Última actualização: 22 Novembro, 2007 - Publicado em 20:13 GMT
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Professores em terceira greve na Guiné-Bissau

Bissau
Novembro é outro mês em branco para o ensino na Guiné-Bissau
Os professores cumprem em 22 de Novembro o terceiro e último dia da segunda vaga de greve enquanto a terceira já está convocada para a próxima semana.

A marcação da nova greve surge numa altura em que o Governo procede ao pagamento dos salários de Outubro que, para os grevistas, é insuficiente para se obter a normalização das aulas no ensino público.

Entretanto o Governo promete pagar na próxima semana os atrasados salariais deste ano inclusive dos professores contratados.

O mês de Novembro fica mesmo em branco no sector do ensino público. Uma nova vaga de greve, já convocada, ocorre de 26 a 30 de Novembro.

O Governo
 “ Não vejo a razão porque os sindicatos vão convocar a terceira vaga de greves a não ser que estejamos a entrar na via do radicalismo total.
Joaquim Balde, secretário de Estado do Ensino

O Governo está a pagar o mês de Outubro. Joaquim Balde, secretário de Estado do Ensino, acha que isso é um sinal de que os compromissos de pagamento dos atrasados salariais deste ano serão honrados.

“ Não vejo a razão porque os sindicatos vão convocar a terceira vaga de greves a não ser que estejamos a entrar na via do radicalismo total, o que também não é bom porque o movimento sindical pauta pelo diálogo e por conversações, sobretudo quando já há um gesto relativo ao pagamento do mês de Outubro.

O Governo diz que paga todos os atrasados de 2007 ainda este ano. Penso que era de bom senso que os sindicatos aguardassem mais uma semana a ver se efectivamente o Governo cumpre o prometido”, considerou.

Os grevistas
 “ Enquanto professor, pai e encarregado de educação acho triste que não tenhamos outra alternativa.
Eusébio Có, presidente da Comissão da Greve do Sindicato Democrático dos Professores

Os grevistas consideram insuficiente o pagamento em curso, para além de este não contemplar os professores contratados.

“ Se forem cumpridas 50 por cento das reivindicações, então levantaríamos a greve. Seria o pagamento de seis meses aos professores contratados, pagamento dos professores da Escola Normal Superior Chico Té e os da Escola Nacional de Educacao Física”, precisou Eusébio Có, presidente da Comissão da Greve do Sindicato Democrático dos Professores.

São professores mas também são pais e encarregados de educação. Qual é o sentimento nestes dias quanto à paralisação das aulas em toda a Guiné?

“ Enquanto professor, pai e encarregado de educação acho triste que não tenhamos outra alternativa. O Governo é que nos empurrou para essa situação, não é a nossa vontade”, rematou Eusebio Có.

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