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Queixa-crime contra o governo da Guiné-Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Até a próxima semana o Partido para a Democracia, Desenvolvimento e Cidadania-PADEC vai avançar com uma acção judicial contra o governo, por incumprimento de pagamento de salários e pensões do Estado em atraso. É o lider desta formação política Francisco José Fadul que o confirma ao nosso correspondente em Bissau. Francisco Fadul disse que o seu partido age em defesa da legalidade como pressuposto indispensável do bom funcionamento do Estado e para o seu relacionamento com os seus servidores. “É um acto de legalidade. A obrigacão de pagar salários e pensões assiste ao governo como orgão do Estado, gestor das financas públicas e os governos sucessivos têm estado a primar por um aliamento criminoso ou pelo menos ilícito a esse respeito", disse Fadul. "Descontinuidade" "Só assumem os salários e pensões a partir do mês em que começam a governar, e antes de sa]irem normalmente deixam rastos de três, quatro, seis e até 13 meses de atrasados. E quem vem aseguir, como se fosse doutra República, e não da continuidade institucional em que só mudam as pessoas mas as competências e as instituicões matêm-se, porque o Estado mantém-se. Isso tem que acabar”., decalrou o antigo primeiro-ministro. A decisao de responsabilizar criminalmente o governo é sustentada por um parecer jurídico da Ordem dos Advogados. Segundo o parecer, não existe nenhuma disposição legal que, expressamente, reconheça a continuidade, em sede sucessiva, da responsabilidade do Estado, mas que existe o dever de julgar uma vez que o juiz de contencioso administrativo não pode abster-se de julgar a pretexto de falta ou obscuridade da lei. "O parecer opina no sentido de que existe o direito , a possibilidade prática de accionar judicialmente o governo. O governo tem que pagar, o Estado tem bens, vamos levar os bens do estado à penhora, se fôr o caso.” - disse Francisco Fadul. Outras formas de pressão Os sindicatos preferem outras formas de pressão para o pagamento dessa dívida. Desejado Lima da Costa, secretário-geral da UNTG, disse que privilegiam o diálogo e a concertacão. “Tendo conhecimehnto das receitas do Estado e de outraas actividades do governo naturalmente isso condicona, de certa forma, o posicionamento radical relativamente aos problemas que o país atravessa actualmente." "É preciso equacionar mecanismos que nos possam levar ao entendimento. Isso é que estamos a fazer." - acrescentou Lima da Costa. O sindicalista felicitou "a iniciativa do cidadão Fadul , enquanto líder de um partido politico, porque vai dar legitimidade ao esforcos que estamos a fazer nesse diálogo de concertacão com o governo”, concluiu. A recusa de pagamento de dívidas salariais e de pensões do Estado contraídadas no exercício governamental anterior tornou-se, infelizmente, num acto normal na Guiné. | LINKS LOCAIS Atrasos salariais ameaçam famílias guineenses08 Agosto, 2007 | Notícias Guiné-bissau tem novo primeiro-ministro10 Abril, 2007 | Notícias 'Guineenses devem trabalhar para a reconciliação'29 Setembro, 2005 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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