|
Moçambique aposta nas renováveis | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Moçambique está apostado na melhoria do acesso das populações à energia, nomeadamente através do uso das energias renováveis. Este é pelo menos o desígnio do FUNAE, o Fundo de Energia, instituição moçambicana virada para o desenvolvimento, produção e aproveitamento de formas de enrgia de baixo custo e gestão racional dos recursos energéticos. O seu último projecto é o da electrificação de escolas e postos de saúde a nível nacional através da energia solar, um dos projectos que já valeu ao FUNAE os direitos de uso da marca "orgulho moçambicano". A Dra. Mequilina Menezes é a presidente do FUNAE e começou por falar à BBC deste projecto com as energias renováveis: Menezes: É um projecto que já começou no local, em termos de preparação e a nossa expectativa é que até ao fim deste ano, estejam completas as 150 escolas e 150 centros de saúde quer nas províncias de Nampula e Zambézia, mas também noutras províncias em quantidades menores. BBC: Mas o FUNAE está a pensar extender este projecto até 2009? Menezes: Sim, o projecto é que até 2009 tenhamos mais 500 escolas e centros de saúde electrificadas no âmbito dos sistemas solares. Pensamos que no próximo ano conseguimos fazer mais 100 de cada - 100 centros de saúde e 11 escolas. O objectivo é termos pelo menos 500 até 2009. BBC: Assumo que a ideia seja o de promover o uso das energias renováveis no país, mas quais são exactmente os objectivos do Fundo de Energia, que, julgo, é tutelado pelo Ministéria da Energia, não é assim? Menezes: Assim é. É uma instituição subordinada ao Ministério da Energia. Portanto o objectivo é darmos mais acesso às energias nas zonas rurais, principalmente nas zonas onde a linha da EDM (Electricidade de Moçambique) não chega. Nos centros de saúde julgo que não é preciso explicar a importância que tem ter energia á noite e poder fazer partos, poder guardar vacinas, etc. Nas escolas, a importância deve-se ao efeito multiplicador que isto pode ter, os benefícios que advêm das pessoas poderem ir para a escola à noite, nomeadamente os mais velhos que trabalham no campo durante todo o dia poderem estar na escola a essa hora.
BBC: Da mesma forma que se propõem a promover o acesso das populações rurais à energia - que são as que mais limitações sofrem neste respeito - existe alguma forma de fazer com que estas populações consigam chegar até ao FUNAE, como é que o FUNAE avalia as necessidades de cada região e daí organiza a sua carteira de acção? Menezes: Por um lado, nós estamos a trabalhar junto dos distritos com os administradores distritais promovendo esta função, ou actividade do FUNAE para que eles também possam fazer esta promoção ao nível dos seus distritos, mas também trabalhamos com as direcções provinciais, que tem o mesmo papel. Vamos também ao distrito promover os nossos projectos à medido que os vamos desenvolvendo. E por vezes esta informação também passa, digamos, boca a boca, mas o nosso principal meio é trabalhar nos distritos. Nós criamos agora uma delegação a nível da zona centro, que vai trabalhar exactamente nos distritos, nas zonas rurais, para podermos promover e disseminar o uso de energias - não só o uso mas também como proteger e garantir que as pessoas usem bem o que têm. BBC: Da mesma forma que o impulsionar de energias alternativas será talvez uma coisa de certa forma nova em Moçambique, novo será também ver - e reparamos logo nisso ao entrar no vosso site na Internet - a noção da promoção da eficiência, transparência, do serviço ao público... terá sido isso que levou o Fundo a ser granjeado com o sêlo de qualidade Orgulho Moçambicano-Made in Mozambique? Menezes: Exactamente. Para sermos granjeados, como referiu, com o sêlo do Made in Mozambique era necessário que possuíssemos certos requisitos, e nós reuníamos esses requisitos, nomeadamente da questão da transparência, e dos serviços de qualidade, que julgo que assim o sejam. Temos também uma equipa bastante motivada, cumpridora das normas e procedimentos que são necessários para que pudessemos ser granjeados com esse sêlo.
BBC: E quando é que vamos chegar ao dia em que possamos dizer que os moçambicanos estão mais ou menos satisfeitos com o nível de acesso que têm à energia? Menezes: Olhe, ainda vai levar muitos anos. Muitos anos porque o acesso à energia em Moçambique ainda ronda apenas os 8 por cento, e para que a população moçambicana se sinta satisfeita ainda vai levar algum tempo. Mas o nosso objectivo é ir criando satisfação e ir procurando-a ao longo do tempo, e quanto mais depressa o fizermos melhor. Começámos pelas zonas principais, que são os centros de saúde, os hospitais, as escolas - fundamentais para que tenhamos educação, saúde e para que possamos fazer outros projectos. A Dra. Mequilina Menezes presidente do Fundo de Energia de Moçambique, FUNAE, apostado em trazer a energia a mais moçambicanos. | LINKS LOCAIS Cabo Verde é membro da AIEA20 Setembro, 2007 | Notícias Moçambique quer investir na agricultura31 Agosto, 2007 | Notícias Governo de Cabo Verde aposta na energia eólica29 Agosto, 2007 | Notícias Energia nuclear interessa a Cabo Verde07 Agosto, 2007 | Notícias Russos propõem energia nuclear a Cabo Verde07 Junho, 2007 | Notícias Rwanda volta a explorar gás metano03 Maio, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||