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Última actualização: 07 Agosto, 2007 - Publicado em 03:02 GMT
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Energia nuclear interessa a Cabo Verde

Central nuclear flutuante russa
Uma central deste género poderia resolver os problemas energéticos da ilha de Santiago
O governo cabo-verdiano solicitou à Agência Internacional de Energia Atómica um parecer sobre a eventualidade de instalar na ilha de Santiago uma mini-central nuclear, a funcionar a partir de uma embarcação.

A revelação, do ministro da Economia, José Brito, surge dois meses depois de uma empresa russa, a Rosenergoatom, ter estado em Cabo Verde para uma demonstração dos seus serviços.

Segundo José Brito, a proposta russa é extremamente aliciante do ponto de vista económico, mas que, mesmo assim, o governo cabo-verdiano prefere ter primeiro todas as garantias de segurança antes de avançar.

E é assim que surge o pedido de parecer à Agência Internacional de Energia Atómica, organismo das Nações Unidas, com sede em Viena, Áustria.

Proposta radical

“A questão neste momento tem a ver com a segurança. Temos de ter toda a certeza se isto é bom para nós e se for vamos avançar. Mas neste momento o projecto está em fase de estudo.- disse José Brito.

- Tem uma previsão de quando é que o assunto poderá ficar clarificado?

- Estamos a depender da Agência Internacional da Energia Atómica, que ainda não respondeu à nossa solicitação de uma auditoria sobre a tecnologia a utilizar para termos uma outra opinião, neste caso de um organismo especializado, para dizer-nos se de facto a tecnologia proposta é de confiança, do ponto de vista de segurança.

- É uma proposta, do ponto de vista técnico, radical para os problemas energéticos de Cabo Verde?

- Penso que sim, porque não teremos que investir nada, mas apenas comprar a energia produzida, a um custo muito mais baixo do que o actual, ainda mais, o lixo atómico produzido é tratado na Rússia, portanto, Cabo Verde não teria qualquer intervenção neste domínio».

Para já, Santiago

A avançar com a ideia da construção de uma minicentral atómica, a funcionar numa embarcação, José Brito adianta que a solução poderia resolver, de forma radical, o crónico défice de energia e água na ilha de Santiago.

Isto porque as demais ilhas não têm o mesmo nível de necessidades desses dois produtos.

«A proposta que temos em mãos é de uma central para produzir o mínimo de 70 megawatts e neste momento não há muitas ilhas com esta capacidade de consumo, apenas Santiago."

"De qualquer maneira estamos a produzir outras fontes de energia alternativa, e esta é uma delas», afirmou José Brito, ministro da Economia de Cabo Verde.

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