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Guiné Telecom em risco de fechar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A maior empresa guineense de telecomunicações, Guiné-telecom, arrisca-se a fechar as suas portas devido a dificuldades financeiras. O alerta foi lançado pelos quadros dirigentes da empresa num manifesto dirigido ao ministro de tutela, o ministro dos transportes e comunicações, Gaspar Fernandes. Segundo o manifesto a que a BBC teve acesso, na base desta situação encontra-se a falta de entendimento entre os accionistas. Os dois accionistas da empresa são o estado guineense que detém 60 por cento das acções e a Portugal Telecom que possui 40%. Uma fonte da Guiné-Telecom ao correspondente da BBC em Bissau, Salvador Gomes, que a situacao está mais para a ruptura com a Portugal Telecom do que para o alcance de um entendimento. A mesma fonte denunciou que alguns círculos políticos guineenses querem essa ruptura a fim de apadrinharem a entrada no sector de uma empresa angolana. Gaspar Fernandes, Ministro dos Transportes e Comunicações negou-se a falar à imprensa sobre o assunto. Dívidas Citado pela agência lusa, Aniceto de Barros, administrador português da Guiné-Telecom disse que o Estado deve à Guiné-Telecom o correspondente a cerca de 40 milhões de dólares. A Guiné-Telecom rege-se desde Julho de 2004 por um novo contrato de concessão, na sequência da renúncia, por parte das autoridades de de Bissau do acordo de exclusividade de exploração das telecomunicações de que gozava a Portugal Telecom. Esse novo contrato previa um plano de investimentos que não foi realizado e isenções fiscais e aduaneiras que não foram respeitadas. Após um ano de vigência instalou-se entre os accionistas um grande clima de desentendimento com as partes a acusarem-se mutuamente de incumprimento das obrigações. Desentendimentos O Estado tornou-se o maior devedor da empresa e a Portugal Telecom suspendeu os investimentos previstos, para além de reter em Lisboa as receitas provenientes do tráfico internacional. Essa situação deu origem a novas negociações que entretanto foram inconclusivas. Para além desse impasse a Guiné-Telecom ainda lida com uma ameaça de rescisão do contrato de arrendamento das suas instalações por parte dos correios da Guiné, o que por si só poderá levar à paralisação das comunicações nacionais e internacionais. O manifesto dos quadros dirigentes da Guiné-Telecom aponta como solução o reinício das negociações entre o governo e a Portugal-Telecom , sob pena da empresa declarar a falência. | LINKS LOCAIS Falta de transparência na destruição de droga29 Junho, 2007 | Notícias Narcotráfico de colombianos na Guiné-Bissau27 Junho, 2007 | Notícias Imigrantes ilegais detidos na Guiné-Bissau14 Junho, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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