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Malam Bacai Sanhá rejeita vitória de Nino Vieira | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O candidato do PAIGC às eleições presidenciais de 24 de Julho na Guiné-Bissau rejeitou os resultados definitivos que proclamaram vencedor João Bernardo Vieira, 'Nino'. Malan Bacai Sanhá interpôs recurso junto do Supremo Tribunal de Justiça que tem prerrogativas de Tribunal Constitucional. A Comissão Nacional de Eleições deu a vitória a 'Nino' Vieira, que concorreu como independente, apesar de queixas da candidatura do PAIGC sobre a validade dos resultados em algumas regiões. O anúncio de que Vieira triunfara com 52% dos votos, foi feito pelo presidente da Comissão Nacional de Eleições, Malan Mané. 'Vitória roubada' Malan Bacai Sanhá disse ter-se tratado de 'uma vitória roubada'. "Quem ganhou as eleições fui eu. O povo votou em mim e nós não aceitamos esses resultados, não reconhecemos esta vitória e vamos continuar a nossa luta". Os apoiantes de João Bernardo Vieira celebraram nas ruas de Bissau, mas a atmosfera é de tensão. O correspondente da BBC, Salvador Gomes, diz que muitos populares estão a fugir da capital para zonas rurais do interior e para países vizinhos. Tranquilizar Para António Reis, adjunto do chefe da missão de observação da União Europeia, a divulgação dos resultado ajudará a 'tranquilizar o país que há duas semanas vinha vivendo num clima de tensão.' O observador europeu disse ainda esperar que o candidato perdedor exprima o seu desacordo de acordo com a lei. O mandatário de Nino Vieira, Helder Proença congratulou-se com os resultados definitivos dizendo que os que tinham apoiado o projecto do agora candidato vencedor, tinham razão. Mediação africana "É um projecto da maioria dos guineenses que estão de parabéns". As eleições presidenciais de 24 de Julho encerram tecnicamente o processo de transição iniciado na sequência do golpe militar que depôs Kumba Yalá em Setembro de 2003. Os resultados foram considerados legítimos pelo presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, que chefiou uma missão de mediação da União Africana a Bissau depois das eleições. Pedro Pires disse que a sua missão tinha procurado todas as informações e procurado conhecer a legislação existente. Legítimas Acrescentou que tinham sido tidos em conta a opinião e os relatórios das diversas organizações que testemunharam o acto eleitoral. "Para essas organizações as eleições são legítimas e nós certamente que estamos de acordo em que os resultados sejam aceites". Para o chefe do estado cabo-verdiano, a missão de mediação africana que chefiou, ajudou a criar um ambiente favoravel ao diálogo e ao respeito da lei e das instituições legítimas para derimir conflitos. Pedro Pires considera que a decisão do candidato derrotado de recorrer dos resultados junto do Supremo Tribunal, representa um sinal muito importante porque permitirá 'decidir sobre a matéria num quadro legal'. |
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