BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 23 de janeiro, 2009 - 18h33 GMT (16h33 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Bolívia estatiza petroleira a dois dias de referendo

O presidente da Bolívia, Evo Morales
Morales ameaçou estatizar mais empresas do setor petroleiro
A dois dias do referendo sobre uma nova Constituição na Bolívia, o presidente do país, Evo Morales, anunciou nesta sexta-feira a nacionalização da empresa petroleira Chaco, cujo principal acionista é uma companhia controlada pela britânica British Petroleum (BP) e pelo grupo argentino Bridas.

A decisão foi anunciada depois do fracasso de uma tentativa de acordo entre a empresa Pan American Energy (PAE) – formada pela BP e pelo Bridas e dona de pouco mais de 50% das ações da Chaco – e a YPFB, a estatal boliviana do setor petrolífero.

Minutos após o anúncio, representantes da oposição, concentrados na cidade de Santa Cruz de la Sierra, acusaram Morales de transformar a nacionalização da Chaco em um ato de campanha, "apelando aos sentimentos nacionalistas", às vésperas do referendo constitucional.

Morales fez o anúncio nas instalações da Chaco, na cidade de Entre Ríos (no departamento de Cochabamba), e comentou que "todas as empresas petroleiras que não cumprirem as regras da Bolívia vão ser nacionalizadas".

"Queremos sócios, e não patrões", afirmou, usando uma frase que já havia empregado anteriormente em anúncios de nacionalização.

Decisão anunciada

No entendimento dos analistas do setor, a medida de Morales leva o governo a ser dono de 100% das ações da empresa.

"A partir deste momento, a YPFB já é a responsável pela Chaco e já está definindo os nomes de seus diretores", disse Saúl Avalos, ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia.

O presidente havia anunciado a nacionalização da empresa no dia 1º de maio de 2006, mas iniciou uma negociação na época para que o Estado comprasse as ações e assumisse o controle da petroleira.

O objetivo era chegar a um acordo pelo qual o governo da Bolívia pagaria para "recuperar" ou "reestatizar" a empresa.

No entanto, segundo a imprensa local, a PAE não teria aceitado as condições de pagamento impostas pelo governo e, por isso, o acordo fracassou.

Comunicado

A PAE é a representante da BP no cone sul e fez uma aliança com o grupo Bridas na região.

Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, a PAE afirma que vinha negociando com o governo boliviano desde 2006, quando Evo Morales anunciou a nacionalizaçao do setor de hidrocarbonetos.

A empresa acrescenta que "ratifica sua vontade de manter esforços que permitam aproximar seus interesses legítimos - que defenderá em todas as instâncias - com os objetivos e interesses da Bolívia".

"Nestes anos (12 anos), a PAE demostrou seu compromisso com a Bolívia e a integraçao energética regional", diz o comunicado.

A empresa afirma ainda que o "esforço investido" na Chaco transformou a petroleira em "peça-chave" para o abastecimento interno e para a exportaçao de gás para a Argentina.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, discursa na última quinta-feira (AP)Mídia e política
Morales lança jornal a poucos dias de referendo na Bolívia.
Proposta de Constituição da BolíviaBolívia
Nova Carta traz avanços para gays e lésbicas, diz ativista.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, com exemplar da nova ConstituiçãoBolívia
Entenda os pontos polêmicos da nova Constituição.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade