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Israel rompe trégua em Gaza e retalia ataques do Hamas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Poucas horas após declarar cessar-fogo unilateral na Faixa de Gaza, Israel voltou a atacar o norte do território palestino em resposta a ataques com foguetes lançados pelo grupo palestino Hamas. Seis foguetes palestinos atingiram esta manhã a cidade israelense de Sderot, no sul do país. Ninguém ficou ferido. Israel interrompeu os ataques contra a Faixa de Gaza nas primeiras horas deste domingo e pela primeira vez em três semanas a população do território pôde dormir sem ouvir as explosões. Mas a paz durou pouco. Segundo relatos, forças israelenses teriam matado um palestino esta manhã em Khan Younis, ao sul de Gaza. Se confirmada, esta será a primeira morte desde que o cessar-fogo começou. Pouco após a retaliação desta manhã, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que o cessar-fogo unilateral declarado no sábado era “frágil” e que estava sendo reavaliado “minuto a minuto”. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que a trégua era “importante e necessária, porém não suficiente”, e pediu a retirada completa das tropas israelenses de Gaza. Correspondentes da BBC na região dizem que parte das tropas israelenses começam a deixar Gaza, mas que muitos soldados permanecerão no território até que a situação se estabilize. Objetivos alcançados Em um pronunciamento de TV na noite de sábado, Olmert anunciou a trégua em Gaza, mas alertou que seu sucesso “dependeria do Hamas”. Se o grupo militante continuar disparando foguetes contra Israel, Israel reagirá com força, afirmou. "O gabinete (de governo) israelense decidiu aprovar o pedido feito pelo governo do Egito, representado pelo presidente Hosni Mubarak, para paralisar os ataques do Estado de Israel como parte de um entendimento bilateral entre Israel e Egito, que vão trabalhar juntos para evitar o contrabando contínuo de armas pela fronteira até a Faixa de Gaza", afirmou Olmert. No pronunciamento em Tel Aviv, Olmert afirmou que a ofensiva de Israel conseguiu alcançar todos seus objetivos na Faixa de Gaza. Segundo o primeiro-ministro israelense, o Hamas foi muito prejudicado em termos militares e de infra-estrutura de governo, fábricas de foguetes e dezenas de túneis para contrabando foram destruídos. Um porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, condenou o cessar-fogo e disse que o Hamas não poderia "aceitar a presença de um único soldado (israelense) na Faixa de Gaza". O porta-voz acrescentou que Israel deve se retirar completamente do território, suspender o bloqueio econômico à Faixa de Gaza e abrir as passagens da fronteira. Os Estados Unidos disseram esperar que "todas as partes interrompam os ataques e hostilidades imediatamente". O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, por sua vez, afirmou que estava aliviado com o anúncio do cessar-fogo. "Este deve ser o primeiro passo que levará à total retirada dos soldados israelenses da Faixa de Gaza", disse, acrescentando que isto deve ocorrer "o mais rápido possível". Trégua permanente Neste domingo o Egito sediará uma reunião, da qual devem participar o líder palestino Mahmoud Abbas, o secretário-geral da ONU e vários líderes da União Européia. O objetivo é conseguir uma trégua permanente. Representantes da Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Espanha e Turquia devem participar do encontro no resort de Sharm el-Sheikh. No sábado, Alemanha, França e Grã-bretanha enviaram cartas às autoridades israelenses e egípcias oferecendo apoio para garantir um cessar-fogo e ajudar a prevenir contrabando de aramas para Gaza. Fontes dos serviços de saúde palestinos dizem que pelo menos 1.107 pessoas morreram e 5,1 mil ficaram feridas desde o início da ofensiva, em 27 de dezembro. Do lado israelense, 13 pessoas morreram, sendo três delas civis, segundo o Exército do país. |
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