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Gabinete israelense vai discutir trégua unilateral em Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ministros do gabinete de segurança de Israel deverão discutir uma proposta de cessar-fogo unilateral neste sábado, em meio aos esforços diplomáticos para acabar com um conflito na Faixa de Gaza que já dura três semanas. Mas apesar dos rumores sobre uma possível trégua, Israel lançou novos ataques contra o território palestino neste sábado. Segundo fontes da ONU, uma mulher e uma criança morreram depois que uma bomba atingiu uma escola das Nações Unidas em Beit Lahiya, no norte de Gaza. Centenas de pessoas estariam abrigadas no local. O Exército de Israel não confirmou o ataque e disse que está "investigando". O porta-voz voz Agência de Ajuda da ONU aos Refugiados Palestinos (UNWRA, na sigla em inglês), Chris Gunness, pediu uma investigação para apurar se a incursão israelense em Gaza deve ser considerada como "crime de guerra". Na sexta-feira, o porta-voz do governo de Israel, Mark Regev, disse que houve progresso suficiente nas conversações na capital egípcia, Cairo, para que Israel aceite um cessar-fogo na Faixa de Gaza. "A diplomacia está agora em marcha acelerada. Espero que estejamos entrando no ato final (da ofensiva)", disse Regev. "Esperamos que isso termine o mais rápido possível." "No minuto em que nós assegurarmos que a solução não será apenas um curativo, no minuto em que entendermos que a situação será de uma paz sustentável, então faremos isso (o cessar-fogo)", afirmou o porta-voz. Representantes de Israel e do movimento palestino Hamas realizaram negociações em separado com mediadores do Egito. O Hamas insiste que um cessar-fogo precisa incluir a retirada das tropas israelenses de Gaza e uma suspensão imediata do bloqueio imposto por Israel ao território. Mas um líder do Hamas, Khaled Meshaal, disse que o grupo não vai aceitar as atuais condições para um acordo. "Apesar de toda a destruição na Faixa de Gaza, eu garanto a você que nós não vamos aceitar as condições de Israel para um cessar-fogo", disse ele em Doha, no Catar. As principais exigências de Israel são o fim do lançamento de foguetes por militantes palestinos em seu território, e a criação de mecanismos que impeçam o contrabando de armas do Egito para a Faixa de Gaza. Os israelenses temem que o grupo militante palestino Hamas volte a se armar no caso de um cessar-fogo na região. Contrabando de armas Esta segunda exigência pode ter sido atendida com um acordo fechado mais cedo entre Israel e os Estados Unidos. A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, e a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, assinaram um memorando de entendimento em Washington no último dia de Rice no cargo, que determina medidas de cooperação em inteligência e logística entre os dois países para cortar o envio de armas para Gaza. O documento, que ainda não teve todos os seus detalhes revelados, também enfatiza a necessidade de medidas de cooperação internacional e regional para evitar que armas também cheguem a Gaza por via marítima. "Para que um cessar-fogo em Gaza seja viável, deve haver um fim no contrabando de armas", disse a ministra israelense na cerimônia de assinatura. "É por isso que o memorando de entendimento assinado hoje é tão importante, pois é um componente vital para o fim das hostilidades.” "Mesmo depois que a ofensiva terminar, nós nos reservamos o direito de nos defendermos contra atividades terroristas em Gaza, incluindo o contrabando de armas", acrescentou Livni. "Isso agora pode ser prevenido pela comunidade internacional pelos termos deste memorando." Sofrimento A secretária de Estado americana afirmou que os Estados Unidos estão procurando "colocar um fim no sofrimento dos palestinos atingidos pelos conflitos entre o Hamas e Israel". "Os Estados Unidos continuam profundamente preocupados com os palestinos inocentes que estão sofrendo em Gaza", disse Rice. "Um fim sustentável das hostilidades - no lugar de um que entre em colapso em poucos dias ou semanas - é crucial para acabar com este sofrimento." Fontes dos serviços de saúde palestinos dizem que pelo menos 1.105 pessoas morreram e 5,1 mil ficaram feridas desde o início da ofensiva, em 27 de dezembro. Do lado israelense, 13 pessoas morreram, sendo três delas civis, segundo o Exército do país. |
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