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Atualizado às: 03 de janeiro, 2009 - 10h34 GMT (08h34 Brasília)
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Israel mata mais um líder do Hamas na Faixa de Gaza
Menino palestino observa casa destruída por bombardeio israelense em Gaza. Foto AFP/Getty Images
Menino palestino observa casa destruída por bombardeio de Israel
Ataques israelenses na Faixa de Gaza mataram neste sábado mais um importante líder do grupo palestino Hamas.

De acordo com fontes do Exército israelense, bombardeios atingiram o carro de Abu Zakaria al-Jamal, que morreu em decorrência dos ferimentos.

Abu al-Jamal é o segundo importante líder do Hamas a ser morto desde o início da ofensiva de Israel, no sábado passado, contra alvos do grupo na Faixa de Gaza.

Na quinta-feira, Nizar Rayyan foi morto depois que sua casa foi atingida por uma bomba. Outras nove pessoas, supostamente membros de sua família, também morreram. Ele foi o primeiro integrante do Hamas de maior destaque a ser morto por forças israelenses desde 2004.

‘Atos de terror’

Em um pronunciamento de rádio neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, classificou os ataques de foguetes do Hamas contra Israel como “atos de terror”.

“A recente violência foi instigada pelo Hamas, um grupo palestino terrorista apoiado pelo Irã e pela Síria e que quer a destruição de Israel”, disse.

Bush ainda responsabilizou o Hamas por “lançar ataques com foguetes e morteiros que têm como alvo israelense inocentes, um ato de terror que recebe oposição do líder legítimo do povo palestino, o presidente (Mahmoud) Abbas”.

O presidente ainda disse que os Estados Unidos estão fazendo esforços diplomáticos para que as partes cheguem a um cessar-fogo “monitorado”.

“Um outro cessar-fogo unilateral que permita ataques contra Israel não é aceitável e promessas do Hamas não são suficientes. Deve haver mecanismos para monitorar e assegurar que o contrabando de armas para os grupos terroristas em Gaza tenha um fim”.

‘Destino negro’

Na sexta-feira, o líder do grupo militante palestino Hamas, Khaled Meshaal, ameaçou Israel e disse que o país terá um “destino negro” caso empreenda um ataque terrestre contra a Faixa de Gaza.

Em seu primeiro pronunciamento público desde o início da ofensiva israelense, no último sábado, Meshaal ainda afirmou que, apesar dos ataques aéreos e navais, a infra-estrutura do Hamas “sofreu pouco”.

Em um vídeo pré-gravado transmitido pela rede de TV Al-Jazzera, Meshaal, que vive exilado em Damasco, na Síria, afirmou que Israel cometerá um “erro tolo” caso envie tanques para Gaza.

“Se vocês (Israel) cometerem a estupidez de lançarem uma ofensiva terrestre, então um destino negro os espera. Vocês verão a ira de Deus em Gaza. Vocês acham que o modo de ganhar as eleições (em 10 de fevereiro) é por meios de uma invasão, mas eu digo que é um erro”, disse Meshaal.

“Não vamos ser derrotados, não vamos nos render ou desistir sob suas condições”, disse Meshaal em um discurso direcionado a israelenses, palestinos e ao resto do mundo islâmico.

Ele afirmou que a ofensiva israelense não é um ataque apenas ao Hamas, mas a toda a “uma” (nação), o que analistas interpretaram como uma referência à idéia populista islâmica de que os palestinos estão defendendo o mundo muçulmano contra uma “cruzada” moderna.

Meshaal ainda criticou o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que não se pronunciou até agora sobre a crise em Gaza, afirmando que o “começo não foi bom”.

“Você fez comentários sobre (os ataques de) Mumbai, mas não diz nada sobre o crime do inimigo (Israel). Esta política de duas medidas tem que parar”.

Neste sábado, forças israelenses continuaram a lançar bombardeios aéreos contra Gaza.

Uma pessoa morreu depois que um bombardeio destruiu boa parte da escola americana, no noroeste de Gaza.

Israel voltou a ameaçar lançar uma ofensiva terrestre enfatizando estar com tropas e tanques estacionados na fronteira com o território palestino.

Desde o início da ação militar, as forças israelenses já atacaram mais de 500 alvos do Hamas em Gaza. Mais de 400 pessoas foram mortas, 25% delas civis, segundo fontes das Nações Unidas.

Até agora, quatro israelenses morreram em decorrência dos ataques com foguetes palestinos.

Israel afirma que a ação militar na Faixa de Gaza tem o objetivo de interromper esses ataques.

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