|
Israel permite saída de estrangeiros da Faixa de Gaza; assista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército israelense começou a permitir que estrangeiros deixem a Faixa de Gaza sete dias após o início da ofensiva no território palestino. Segundo o correspondente da BBC em Israel Paul Wood, cerca de 100 pessoas já passaram pelo posto de fronteira de Erez, que liga Gaza a Israel. A expectativa é de que outras 200 pessoas ainda passem pelo local até o fim do dia. A maioria dos estrangeiros que cruza a fronteira é de mulheres casadas com palestinos, e crianças, acrescentou o correspondente. “Há pessoas de Rússia, Bielorrússia, Ucrânia e outros países do leste europeu nesta situação”, disse Wood. A subchefe do Escritório de Representação do Brasil em Ramallah, na Cisjordânia, Rosimar Suzano, disse que não há expectativas de que as três famílias de brasileiros que moram em Gaza deixem o território até o fim do dia. "As pessoas que estão saindo hoje são de outras nacionalidades. Ainda não sabemos quando os brasileiros poderão sair de lá", disse Suzano por telefone à BBC Brasil. Israel está impedindo que jornalistas estrangeiros entrem em Gaza e declarou a área em volta do território uma "zona militar fechada". Protestos Em Ramallah, na Cisjordânia, e em Jerusalém, palestinos entraram em confronto com a polícia israelense durante manifestações convocadas pelo Hamas contra os bombardeios em Gaza. Líderes do grupo pediram aos palestinos que realizassem um "dia do ódio" nesta sexta-feira. Em Jerusalém, palestinos jogaram pedras contra os policiais, que responderam com bombas de gás lacrimogênio. Desde o início do dia a polícia israelense está posicionada em toda Jerusalém Oriental e impõe restrições ao movimento de palestinos na Cisjordânia. As incursões israelenses em Gaza, que já deixaram mais de 400 mortos segundo fontes palestinas, continuam mobilizando milhares de pessoas em vários países. No Egito, 300 pessoas fizeram um protesto ao lado de uma mesquita no Cairo. Em Jacarta, na Indonésia, cerca de cinco mil pessoas fizeram uma manifestação próximo à embaixada dos Estados Unidos. Mobilizações semelhantes foram realizadas em Sydney, na Austrália, e no Irã. Novos ataques Cinco pessoas, incluindo três crianças, morreram nesta sexta-feira em decorrência dos últimos ataques aéreos de Israel em Gaza. Em uma manifestação durante o funeral de Nizar Rayan, líder do Hamas morto por um bombardeio israelense na quinta-feira, líderes do grupo disseram que "não vão descansar enquanto a entidade sionista não for destruída". Militantes palestinos voltaram a lançar foguetes contra Israel, de acordo com as autoridades israelenses. Ambos os lados ignoraram apelos internacionais por um cessar-fogo. Israel afirma que concluiu nesta sexta-feira os preparativos para uma possível ofensiva por terra. Desde o início dos confrontos, no sábado passado, um grande número de tanques e soldados israelenses vinham se concentrando na fronteira com a Faixa de Gaza. Ainda de acordo com o correspondente da BBC há um "sentimento crescente" de que Israel deva realizar algum tipo de operação por terra já que o Hamas continua lançando foguetes contra cidades fronteiriças com Gaza, no sul do país. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS ONU não chega a consenso em resolução sobre Gaza01 janeiro, 2009 | BBC Report Análise: Busca por trégua em Gaza desafia diplomacia31 dezembro, 2008 | BBC Report Brasileiros revelam drama nos dois lados do conflito31 dezembro, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||