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Líder do Hamas é morto em bombardeio israelense | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dos principais líderes do movimento palestino Hamas morreu nesta sexta-feira em um bombardeio israelense na Faixa de Gaza. Nizar Rayyan e outras nove pessoas, supostamente membros de sua família, morreram quando sua casa foi atingida. Ele é o integrante do Hamas de maior destaque morto por forças israelenses desde 2004. O correspondente da BBC em Jerusalém, Mike Sergeant, afirma que a morte de Rayyan pode aumentar a determinação dos militantes do Hamas em resistir aos ataques israelenses. Ainda segundo Seargent, o fato, no entanto, também mostra a capacidade de Israel de atingir líderes importantes do grupo palestino. Foguetes do Hamas voltaram a atingir Israel, até a cidade de Beersheba, a cerca de 40 quilômetros da fronteira com os territórios palestinos. O circuito fechado de vídeo da cidade de Ashkelon, em Israel, flagrou o momento exato em que um foguete atingiu a rua. Desde que a operação israelense começou, no sábado, Israel atacou combatentes e comandantes militares do Hamas, mas esta foi a primeira vez que uma liderança do movimento foi atingida. Rayyan defendia a realização de atentados suicidas contra Israel. As mortes desta quinta-feira elevaram para mais de 400 o total de palestinos mortos durante a ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza. Segundo a ONU, pelo menos 25% dos palestinos mortos são civis. Autoridades palestinas estimam que mais de 2 mil pessoas foram feridas nos ataques até agora. Por outro lado, o governo israelense argumenta que o objetivo da campanha é acabar com o constante lançamento de foguetes por militantes contra o território de Israel. Os hospitais em Gaza estão tendo dificuldades para tratar as vítimas. A agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), no entanto, disse que conseguiu retomar a distribuição de alimentos. Pressão por cessar-fogo Israel realizou bombardeios na Faixa de Gaza nesta quinta-feira, pelo sexto dia consecutivo, apesar da pressão cada vez maior da comunidade internacional por um cessar-fogo. Na madrugada desta quinta-feira, os prédios do Parlamento palestino e do Ministério da Justiça foram atacados. Testemunhas na Cidade de Gaza dizem que um hospital infantil também foi atingido. A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, afirmou após um encontro em Paris com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que em sua visão não há a necessidade de um cessar-fogo para permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Segundo ela, as entradas à Faixa de Gaza estão mais abertas agora do que antes do início das operações militares israelenses e não há uma crise humanitária na região. Livni acusou o Hamas de ter usado a trégua de seis meses que terminou há dois meses para se rearmar e conseguir foguetes com um alcance maior. O presidente de Israel, Shimon Peres, disse por sua vez em entrevista à BBC esperar que uma ofensiva terrestre em Gaza não seja necessária. Postura desafiadora Em uma entrevista exibida na TV, o líder do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, manteve uma postura desafiadora, dizendo que os árabes serão vitoriosos e Israel não pode vencer. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, falou em "ampliar e apronfundar" a operação, num momento em que as pesquisas de opinião em Israel mostram que a ofensiva militar em Gaza continua contando com forte apoio popular no país. Na quinta-feira, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi adiada sem que tenha sido obtido um consenso para a aprovação de uma resolução pedindo um cessar-fogo apresentada por Líbia e Egito. Estados Unidos e Grã-Bretanha alegam que o texto não condenava o lançamento de foguetes contra o território israelense por militantes do Hamas. |
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