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Atualizado às: 10 de dezembro, 2008 - 10h14 GMT (08h14 Brasília)
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Exportações chinesas registram primeira queda desde 2001

Funcionário chinês conduz cargas em Pequim (arquivo)
Funcionário chinês conduz cargas em Pequim (arquivo)
Números divulgados pelo governo da China nesta quarta-feira revelam que as exportações do país caíram 2,2% em novembro em comparação ao mesmo período do ano passado.

Esta é a primeira vez em sete anos que as exportações regridem em relação ao período anual anterior.

Desde junho de 2001, as vendas ao exterior mostravam avanços.

Apesar de registrar queda, as exportações ainda superam as importações, o que significa que a China permanece com superávit em sua balança comercial.

Em novembro o saldo positivo da balança foi de mais de US$ 40 bilhões, com US$ 114,9 bilhões em exportações e US$ 72,9 bilhões em importações, de acordo com informações publicadas no site do departamento alfandegário chinês.

Em outubro as exportações chinesas tinham registrado evolução positiva, totalizando US$ 128 bilhões - uma alta de 19,2% em comparação com outubro de 2007.

Queda

A queda nas exportações veio como uma surpresa para as autoridades chinesas, mas reflete a falta de crédito aos consumidores nos Estados Unidos, Europa e Japão, os três maiores parceiros comerciais da China.

Entre janeiro e novembro, a União Européia registrou um intercâmbio de US$ 392 bilhões com a China, seguida pelos Estados Unidos com US$ 307 bilhões e pelo Japão com US$ 246 bilhões.

"Estamos vendo uma queda muito acentuada na demanda dos países ricos por causa da retração da renda em meio ao choque financeiro", disse à BBC Brasil Glenn Maguire, economista chefe do banco Societé Generale para a Ásia.

Maguire avalia que a queda de 2,2% nas exportações é maior do que os mercados esperavam, mas o forte recuo nas importações, que registraram retração de 17,9% em relação a novembro do ano passado, é o fenômeno mais importante a ser observado.

"A China está com um superávit recorde e deverá continuar a acumular. Isso gerará um desequilíbrio ainda maior na balança comercial que será difícil de frear", estima Maguire.

Indústria

As indústrias manufatureiras exportadoras têm sido fortemente atingidas pela crise mundial.

Fábricas de segmentos que demandam trabalho intensivo e têm pouco valor agregado como brinquedos, sapatos e têxteis estão fechando as portas e demitindo milhares de funcionários.

Somente no delta do Rio das Pérolas, região no sul da China que concentra as manufatureiras exportadoras, mais de dez mil fábricas já encerraram operações somente neste ano, segundo dados da Federação de Indústrias de Hong Kong.

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