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Países ricos perderão 8 milhões de empregos, diz OCDE | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A atual recessão econômica será "sem dúvida a mais grave desde o início dos anos 80 e provocará forte aumento do desemprego", afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em seu relatório Perspectivas Econômicas, divulgado nesta terça-feira. A OCDE estima que o número de desempregados nos países que integram a organização poderá aumentar em 8 milhões nos próximos dois anos apenas. O desemprego poderia subir dos atuais 34 milhões para 42 milhões até 2010. O crescimento econômico dos 30 países que integram a organização (que reúne principalmente economias desenvolvidas) será provavelmente negativo durante um certo número de trimestres e permanecerá fraco até o final de 2009. O nível de atividade econômica pode cair para um ritmo de 0,4% até 2009, antes de voltar a 1,5% no ano seguinte. "Para a maior parte dos países da OCDE, a retomada econômica, em termos de tendência de crescimento, não é esperada antes do segundo semestre de 2010", diz o estudo. 'Pessimismo' Segundo a organização, as incertezas em relação à economia mundial são excepcionalmente fortes e podem levar a uma deterioração da situação econômica no próximo ano. "A principal incerteza em relação à dimensão e à duração da fase de fraca atividade econômica está ligada à rapidez com a qual a crise dos mercados de capitais será resolvida", afirma o relatório. "Novas perturbações nos mercados de capitais podem atrasar o retorno do crédito bancário a uma situação de normalidade", diz a OCDE. O crescimento econômico de países não membros da organização pode ser afetado de forma mais acentuada, aumentando os riscos negativos para o crescimento do comércio mundial. "Essa edição das Perspectivas Econômicas contém previsões claramente mais pessimistas do que as que havíamos feito há alguns meses", diz o economista-chefe da OCDE, Klaus Schmidt-Hebbel. Segundo ele, entre os países da organização que registrarão uma forte desaceleração econômica estão a Espanha, a Grã-Bretanha, a Hungria, a Irlanda, a Islândia, o Luxemburgo e a Turquia. No Japão, a produção deve estagnar no segundo semestre de 2009 e o país pode voltar a registrar deflação em meados do próximo ano, afirma o economista. A produção industrial americana deve diminuir no primeiro semestre de 2009, prevê a OCDE. "O retorno ao equilíbrio deve ocorrer na medida em que o impacto da crise do crédito for atenuado e que a política monetária começar a produzir efeitos. Mas a retomada do crescimento econômico será lenta", diz o economista em relação aos Estados Unidos. Em relação ao Brasil, a organização prevê que o crescimento econômico vai permanecer forte, "mas irá perder um pouco do fôlego". "Indicadores recentes, como as vendas, a utilização da capacidade industrial e a produção permitem prever, no entanto, uma desaceleração nos próximos meses." "A atividade no Brasil irá sem dúvida perder o fôlego no primeiro semestre de 2009, em razão das restrições ao crédito, mas deverá retomar o vigor no final do próximo ano e depois em 2010", prevê a OCDE. |
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