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Atualizado às: 24 de novembro, 2008 - 19h25 GMT (17h25 Brasília)
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Grã-Bretanha lança pacote de estímulo de US$ 30 bilhões
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, e o ministro da Fazenda, Alistair Darling
Darling (à dir., com Brown) disse que medidas evitam o pior
O ministro da Fazenda da Grã-Bretanha, Alistair Darling, anunciou nesta segunda-feira um pacote de medidas fiscais de cerca de US$ 30 bilhões com o objetivo de estimular a economia, que sofre os efeitos da crise financeira global.

Uma das principais medidas anunciadas por Darling foi a redução temporária do Imposto sobre Valor Agregado (VAT, na sigla em inglês), que incide sobre quase todos os produtos e serviços comercializados. A alíquota caiu de 17,5% para 15%.

Com a mudança, o governo espera estimular o consumo em uma época importante para o comércio, faltando poucas semanas para o Natal.

Para custear isso, o governo britânico decidiu pegar emprestado mais dinheiro. A expectativa é de que o montante pule de 78 bilhões de libras para 118 bilhões no ano que vem.

Também haverá um aumento no imposto de renda para pessoas que ganham mais de 150 mil libras (cerca de R$ 550 mil) por ano.

A medida representa uma ruptura com a política do Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Gordon Brown, de não aumentar esse imposto.

Recessão

Em outubro, o governo britânico anunciou que a economia do país encolheu pela primeira vez em 16 anos, reforçando os temores de que o país caminha para uma recessão.

 Se não fizéssemos nada, teríamos uma recessão mais profunda e mais duradoura, que iria implicar em um prejuízo maior para o país no longo prazo.
Alastair Darling, ministro da Fazenda da Grã-Bretanha

"Se não fizéssemos nada, teríamos uma recessão mais profunda e mais duradoura, que iria implicar em um prejuízo maior para o país no longo prazo", disse Darling no Parlamento britânico, em Londres, ao anunciar o pacote.

O principal partido de oposição na Grã-Bretanha, o Conservador, criticou as medidas anunciadas pelo governo, dizendo que o pacote vai piorar a crise econômica.

O porta-voz da oposição para assuntos financeiros, George Osbourne, disse que Darling está "colocando o país à beira da falência", ao criar uma "imensa bomba tributária acertada para estourar quando houver a próxima recuperação econômica".

Após uma reunião em Paris, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, procuraram nesta segunda-feira se distanciar da idéia de cortar impostos para estimular a economia adotada pelo governo britânico.

Merkel e Sarkozy afirmaram que tais medidas não são apropriadas para seus países e que seus governos vão se concentrar em realizar novos investimentos e adotar medidas de ajuda econômica mais focadas em determinadas empresas e setores, com o objetivo de levantar as economias de seus países.

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