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Em Lima, líderes da Apec rejeitam protecionismo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes dos países membros do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) reunidos em Lima, no Peru, se comprometeram neste sábado a não adotar medidas protecionistas para combater a crise econômica global. Em um comunicado divulgado durante a reunião de cúpula da Apec na capital peruana, os presidentes e primeiros-ministros dos 21 países membros afirmaram que o protecionismo só iria piorar uma situação que já é difícil. O comunicado ratifica o documento assinado pelos líderes do G20 (grupo dos países mais ricos do mundo) durante uma reunião em Washington, no fim de semana passado. "Nós apoiamos a Declaração de Washington e vamos nos abster nos próximos 12 meses de criar novas barreiras ao investimento ou ao comércio de bens e serviços e de impor novas restrições às exportações", diz o comunicado. Os líderes da Apec também se comprometeram a continuar a tomar medidas para estabilizar seus setores financeiros e a buscar um acordo para a conclusão da Rodada Doha de liberalização do comércio mundial. As negociações da Rodada Doha, iniciadas há sete anos, fracassaram devido a divergências sobre o nível de abertura em setores de interesse de países ricos e pobres e estão paradas desde julho. A Apec reúne 21 economias - entre elas, Estados Unidos, China, Japão, Canadá e Coréia do Sul - e é responsável por quase 60% do PIB mundial. A reunião em Lima termina neste domingo. Bush Durante o encontro, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez uma defesa do livre comércio como forma de combater a crise mundial. A participação na cúpula da Apec é a última viagem de Bush ao Exterior como presidente dos Estados Unidos. Seu substituto, o presidente eleito Barack Obama, assume o poder em 20 de janeiro. "É essencial que os governos resistam à tentação de fazer correções excessivas mediante a imposição de regulações que possam reprimir a inovação e estrangular o crescimento", disse Bush. "Uma das lições da Grande Depressão é a de que o protecionismo global é um caminho para a ruína econômica global", afirmou o presidente. Bush disse que, em seus últimos dois meses na Casa Branca, irá pressionar por um acordo para a conclusão da Rodada Doha. Segundo o correspondente da BBC em Lima, Dan Collyns, Bush deixou claro estar pensando em seu legado ao mencionar os 11 acordos de livre comércio firmados pelos Estados Unidos desde que assumiu o governo, há oito anos. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Em Lima, Bush se reúne com Hu Jintao e discute Coréia do Norte 22 novembro, 2008 | BBC Report China deve ofuscar EUA em cúpula da Apec19 novembro, 2008 | BBC Report Hu Jintao inicia giro em busca de influência na América Latina17 novembro, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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