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Atualizado às: 06 de dezembro, 2008 - 12h14 GMT (10h14 Brasília)
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Ajuda a montadoras deve ser votada na próxima semana
Carros da General Motors parados no pátio da montadora
GM, Ford e Chrysler afirmam que colapso afetaria economia dos EUA
Líderes democratas no Senado dos Estados Unidos e na Câmara dos Representantes afirmaram que esperam para a próxima semana a votação do plano de ajuda às montadoras de automóveis.

Um porta-voz da Casa Branca afirmou que espera que as negociações avancem e a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou que quer a votação do pacote de ajuda na próxima semana.

"Continuamos conversando com o Congresso e esperamos avanços durante o final de semana", disse Anthony Warren, porta-voz da Casa Branca, na noite de sexta-feira, depois de dois dias de audiências em Washington.

Os presidentes das três grandes companhias automobilísticas americanas, General Motors, Ford e Chrysler, pedem que o governo libere um total de US$ 34 bilhões – um valor mais de US$ 9 bilhões maior do que o solicitado há duas semanas.

As fabricantes de automóveis alertaram que o colapso de qualquer uma das três teria efeito desastrosos na economia americana.

Oposição

Existe oposição ao plano de ajuda às montadoras, segundo o correspondente da BBC em Washington Rajini Vaidyanathan.

Críticos afirmam que, antes de receber o dinheiro, as montadoras precisam provar que podem ser mais eficientes.

A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, democrata, afirmou que qualquer plano de ajuda precisa proteger o contribuinte e sugeriu que a ajuda seria dada atendendo a algumas condições.

"Não vamos permitir que verbas sejam emprestadas do programa de tecnologia avançada a não ser que exista uma garantia de que aquela verba seja ressarcida em uma questão de semanas para não atrasar esta iniciativa", disse.

"Não importa a fonte, todas as verbas serão destinadas com supervisão vigorosa e a proteção do contribuinte será garantida."

E o presidente George W. Bush afirmou também que devem existir garantias de que a ajuda às montadoras seja paga de volta ao governo.

"Estou preocupado com a viabilidade das companhias automobilísticas. Estou preocupado com aqueles que trabalham para as companhias e com suas famílias. E também estou preocupado com o dinheiro do contribuinte fornecido àquelas companhias que podem não sobreviver: é importante garantir que o dinheiro do contribuinte seja pago de volta", afirmou.

Mas, os políticos que apóiam o plano afirmam que não fazer nada seria desastroso.

O deputado Barney Frank, presidente da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, afirmou que, caso a indústria automobilística não seja ajudada, as conseqüências poderão ser catastróficas.

"Em qualquer caso, o declínio das três de nossas grandes fabricantes (de automóveis) seria um problema muito sério. Em meio à pior situação econômica desde a Grande Depressão seria um desastre absoluto", afirmou.

O líder dos democratas no Senado, Harry Reid, afirmou que o apoio e cooperação dos republicanos vão determinar quando a votação do plano de ajuda deve acontecer e se esta votação será bem sucedida.


Veículos da General Motors em pátio da montadoraCrise
Montadoras pedem ajuda de US$ 34 bi ao governo dos EUA.
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