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Atualizado às: 04 de dezembro, 2008 - 21h17 GMT (19h17 Brasília)
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Ajuda a montadoras divide Congresso americano
O senador Christopher Dodd e o presidente da GM, Dick Wagoner
Dodd (esq., com Wagoner) afirma que não agir não é uma opção
Os presidentes das três maiores montadoras de automóveis dos Estados Unidos foram ao Congresso americano nesta quinta-feira reforçar o pedido para que os congressistas aprovem um pacote de ajuda às empresas, que amargam grandes prejuízos como reflexo da crise financeira global.

Durante a sessão, o presidente da comissão do Congresso que discute a possível ajuda afirmou que ignorar a situação difícil enfrentada pelas empresas seria o mesmo que praticar "roleta russa com toda a economia" americana.

"Na minha opinião, temos que agir", disse o senador democrata Christopher Dodd, presidente da Comissão de Assuntos Bancários do Senado. "Não para proteger um punhado de companhias. Se fosse esse o caso, eu as deixaria quebrar."

"Não fazer nada não é a solução", acrescentou. "Não fazer nada apenas traria mais incerteza e instabilidade à nossa economia."

Apesar da defesa de Dodd, alguns congressistas - principalmente do Partido Republicano - sustentam que faz parte da dinâmica da economia que empresas quebrem e são contra um resgate das montadoras.

Eles também argumentam que a crise financeira não é o único motivo que levou as montadoras a uma situação tão difícil.

General Motors, Ford e Chrysler pedem que o governo liberem um total de US$ 34 bilhões – um valor mais de US$ 9 bilhões maior do que o solicitado há duas semanas.

 Sentimos muito por ter que pedir esse apoio. Gostaríamos que as condições do mercado fossem melhores, não são, então é o que temos que fazer.
Dick Wagoner, presidente da General Motors

Empregos

"Ter uma empresa como a General Motors, que tem uma tremenda profundidade técnica, será muito importante – criando imensas oportunidades de emprego", disse Rick Wagoner, presidente da General Motors, à comissão.

"Sentimos muito por ter que pedir esse apoio", acrescentou. "Gostaríamos que as condições do mercado fossem melhores. Não são, então é o que temos que fazer."

Um dos congressistas que defendem que as montadoras sejam deixadas a sua própria sorte é o senador republicano Richard Shelby.

"Já se falou que muito está em jogo neste debate, e eu concordo plenamente", afirmou Shelby. "A força do sistema econômico americano é que ele nos permite que assumamos riscos, criemos, inovemos, cresçamos, tenhamos sucesso e, às vezes, fracassemos."

A comissão terá que definir as respostas a três perguntas apresentadas por Dodd durante a sessão desta quinta-feira: se as montadoras estão de fato em uma situação muito difícil; quais serão as conseqüências para a economia caso elas quebrem; e se o governo tem a responsabilidade de ajudar, caso as conseqüências sejam graves.

A General Motors, a Chrysler e a Ford divulgaram nesta semana detalhes dos planos para reerguer as companhias, o que depende da liberação das verbas do governo.

As montadoras prometeram cortar custos, reduzir seu nível de endividamento e investir em tecnologias verdes.

Além disso, os presidentes das empresas se comprometeram a trabalhar por um salário de US$ 1 por ano, caso o governo americano aprove as verbas emergenciais.

Veículos da General Motors em pátio da montadoraCrise
Montadoras pedem ajuda de US$ 34 bi ao governo dos EUA.
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