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Atualizado às: 06 de novembro, 2008 - 02h00 GMT (00h00 Brasília)
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Casa Branca e Obama agilizam transição

Barack Obama e seu vice, Joe Biden, no comício da vitória, em Chicago (AFP)
Obama e seu vice, Joe Biden, no comício da vitória, em Chicago
Nas próximas onze semanas, o período que resta do mandato de George W. Bush e que falta para a posse de Barack Obama, equipes de transição da Casa Branca e do presidente eleito estarão em contato próximo para promover uma transição “suave”.

Discretamente, o governo americano já vinha promovendo contatos com equipes de passagem dos dois candidatos. O responsável pela transição no campo de Obama é John D. Podesta, ex-chefe de Gabinete do governo Bill Clinton.

Nesta quarta-feira, Obama já fez a primeira indicação para formar sua equipe na Casa Branca. O democrata convidou Rahm Emanuel, antigo conselheiro do presidente Bill Clinton, para ser seu chefe de Gabinete.

Emanuel é um congressista de Illinois que já foi muito criticado pelos republicanos por suas atitudes partidárias na Câmara dos Representantes.

Se aceitar o cargo, Emanuel será o responsável pela administração interna do futuro governo.

Críticos, no entanto, afirmam que a indicação pode aumentar as divisões partidárias, no lugar de amenizá-las, como Obama já afirmou pretender.

Transição suave

O presidente Bush ainda tem plena autoridade constitucional até o dia 20 de janeiro de 2009, data da posse do presidente eleito. O atual presidente assinou uma ordem-executiva no último dia 9 de outubro criando um Conselho de Coordenação de Transição.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, ''nunca foi tão crucial que a transição de uma administração para a outra se desse de forma mais tranqüila possível. Nosso país está em guerra, estamos lidando com uma crise financeira e tentando nos proteger de ataques terroristas. O presidente Bush direcionou a Casa Branca e toda a sua administração a pensar nesses temas e garantir que a transição se dê de forma mais suave possível''.

A despeito de o presidente americano neste fim de mandato ser considerado, para usar um jargão da política americana, um ''pato manco'' - o equivalente a ''cachorro morto'' no Brasil -, Bush poderá ainda ter alguns importantes afazeres, em especial na área econômica.

Por conta da crise no setor e dos diferentes pacotes financeiros anunciados pela atual administração, o presidente em fim de mandato terá de monitorar a implementação das medidas e garantir o seu pleno funcionamento.

Os custos do período de transição são cobertos pelo Ato de Transição Presidencial, datado de 1963. A atual administração e o próximo governo contarão com um orçamento de pouco mais de US$ 8,5 milhões para a passagem.

Nova equipe

Nas próximas semanas, Barack Obama deverá escolher os seus principais auxiliares em áreas-chave, como os secretários de Estado e Defesa, o procurador-geral e o assessor de Segurança Nacional.

O processo de aprovação para esses cargos poderá se arrastar, uma vez que os novos detentores de algumas dessas pastas terão de passar por sabatinas de comitês senatoriais para depois serem aprovados pelo Senado.

O novo secretário ou secretária de Estado, por exemplo, só pode tomar posse após ter sido aprovado pelo comitê de Relações Exteriores do Senado.

Mas, como os democratas irão controlar todas as instâncias do governo, pois ampliaram as suas vantagens tanto na Câmara dos Representantes como no Senado, o processo poderá ser mais acelerado.

A aprovação para alguns postos, como de assessor de Segurança Nacional, chefe de Gabinete da Casa Branca ou de porta-voz do governo, não precisa passar pelo Congresso.

O novo legislativo tomará posse no próximo dia 3 de janeiro.

Tanto o presidente eleito Barack Obama como seu vice, Joe Biden, terão de renunciar a seus cargos como senadores antes da data da posse presidencial.

Com a renúncia dos dois, serão abertas novas vagas senatoriais que deverão ser preenchidas através de indicações dos respectivos governadores dos Estados de Obama e Biden, Illinois e Delaware.

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