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Vaticano pede que 'Deus ilumine caminho' de Obama | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Vaticano pediu nesta quarta-feira para Deus iluminar os caminhos do presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama. Antes mesmo do pronunciamento oficial do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi sobre a vitória do candidato democrata, a Santa Sé parabenizou Obama por seu triunfo nas eleições de 4 de novembro. "Deus ilumine Barack Obama na sua grandíssima responsabilidade de poder responder as expectativas e as esperanças que se direcionaram a ele", assinalou o porta-voz do Vaticano, o padre jesuíta Federico Lombardi. O responsável pela área de comunicação da Santa Sé disse ainda que o Vaticano deseja que o presidente eleito dos Estados Unidos consiga servir "de forma eficaz ao direito e à Justiça através das vias adequadas para promover a paz no mundo, favorecendo o crescimento e a dignidade das pessoas, respeitando os valores humanos e espirituais essenciais". Responsabilidade com o mundo De acordo com o Padre Lombardi, a tarefa do novo presidente é de grande responsabilidade. "Os crentes rezam para que Deus o ilumine e o ajude na sua tarefa de grande responsabilidade", disse. As eleições americanas estavam sendo acompanhadas com grande expectativa pelo Vaticano, apesar de os católicos não representarem a maioria da população do país. No entanto, a Igreja Católica dos Estados Unidos é a principal doadora de recursos para o Vaticano. Em recente visita ao país, em abril último, o papa Bento 16 buscou entusiasmar os católicos americanos, que perdem presença diante do crescimento dos evangélicos, e tentou amenizar os danos causados pelos abusos sexuais cometidos pelo clero no país. Apesar do sucesso da viagem papal, as relações diplomáticas entre o Vaticano e os Estados Unidos nem sempre foram tranqüilas. Em 2004, com o então papa João Paulo 2º, o Vaticano se manifestou contrário à invasão do Iraque. Ele mandou enviados para conversar com líderes americanos e iraquianos a fim de resolver a disputa de forma diplomática. Durante encontro realizado no Vaticano em 2005 com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o papa clamou por um retorno rápido da soberania do Iraque. Autoridades do Vaticano expressaram consternação sobre o abuso de prisioneiros iraquianos por soldados dos EUA e condenaram a tortura como uma afronta à dignidade humana. O Vaticano também é contrário ao aborto e ao casamento homossexual - temas amplamente discutidos durante a campanha eleitoral americana. |
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