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América Latina adia projetos por causa da crise, diz 'FT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Vários projetos estão sendo adiados na América Latina por causa da crise financeira mundial, que estaria secando o crédito na região, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira pelo diário britânico Financial Times. “Projetos de investimento que valem bilhões de dólares estão sendo cancelados ou adiados na América Latina enquanto a desordem financeira no mundo industrializado deita sua longa sombra sobre as economias reais da região”, diz o FT. O jornal afirma que, no Brasil, o maior projeto a ser suspenso temporariamente até agora é a nova fábrica de celulose da Aracruz no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 4,9 bilhões. “A Aracruz é uma das três grandes empresas que já admitiram grandes perdas em contratos de câmbio que deram errado com a rápida desvalorização da moeda nos últimos dois meses.” No México, o governo aumentou o prazo para que empresas interessadas em concorrer ao projeto de construção do porto de Punta Colonet, “o projeto de porto mais ambicioso da história do país”, por causa da crise financeira. O FT ainda cita a Petrobras, afirmando que os planos de investimento para explorar as novas reservas de pré-sal – avaliados em US$ 600 bilhões - têm sido repetidamente adiados. O jornal cita o presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, que nesta semana disse que “há muitas incertezas” com o projeto, e afirma que o prazo final para que seja completado pode ser estendido até 2020. Mas a empresa tem vastas reservas, diz o diário britânico, e deve conseguir arcar com US$ 200 bilhões desses investimentos, procurando parceiros para financiamento, e conhecimento. “Mas a dificuldade em levantar finanças deve mudar a abordagem”, diz o FT, citando um economista da Petrobras que teria dito que a empresa agora deve estabelecer suas metas de acordo com o dinheiro disponível. “Economistas afirmam que o deslocamento financeiro está se transmitindo para a região de várias maneiras, diminuindo o apetite para investimentos”, afirma o jornal. “O crédito está secando, provocando quedas bruscas em algumas moedas da região, e prejudicando companhias que pegaram empréstimos em dólares.” O diário diz ainda que a desaceleração econômica nos Estados Unidos e Europa reduziu a demanda por alguns produtos, levando a quedas acentuadas nos preços de commodities – das quais dependem muitas economias na América Latina. “Por fim, a crise perfurou a confiança econômica”, diz o FT. |
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