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EUA terão cúpula sobre crise financeira global em novembro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira que será realizada em Washington, no dia 15 de novembro, uma reunião de cúpula para discutir a economia global, com a presença de líderes do G20, o grupo formado pelos principais países industrializados e em desenvolvimento. O objetivo do encontro será analisar a atual crise financeira e formas de evitar que ela volte a ocorrer. "Os líderes vão avaliar os avanços que estão sendo realizados", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. Segundo Perino, os líderes vão "chegar a um acordo sobre um conjunto de princípios em comum para reformar os sistemas regulatórios e institucionais dos setores financeiros mundiais". Além dos líderes dos países do G20, inclusive do Brasil, o encontro deve ter a presença dos chefes do FMI e do Banco Mundial e do secretário-geral da ONU. Antes do encontro em Washington, uma reunião de ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G20 será realizada em São Paulo nos dias 8 e 9 de novembro. Bolsas Nesta quarta-feira, as bolsas de valores em todo o mundo registraram quedas significativas. Segundo o analista da BBC Andrew Walker, as quedas agora não refletem tanto o temor imediato de mais quebras no setor bancário, como ocorreu nas últimas semanas, mas sim a preocupação dos investidores com a possibilidade de recessão em diversos países. O índice Nikkei, no Japão, fechou com queda de 6,8%. O indicador Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, teve baixa de 2,9% e o principal índice da Coréia do Sul caiu 5,1%, atingindo o seu menor nível em três anos. Na Europa e nos Estados Unidos, todos os principais índices operavam no vermelho no início da tarde (hora de Brasília), com quedas superiores a 2%. Grã-Bretanha Na Grã-Bretanha, o primeiro-ministro Gordon Brown traçou um panorama sombrio da economia mundial em uma sessão no Parlamento.
"Precisamos tomar medidas sobre a recessão financeira global, que deve causar recessão nos Estados Unidos, na França, na Itália, na Alemanha, no Japão e, porque nenhum país pode se isolar disso, também na Grã-Bretanha", disse. Os comentários de Brown ecoaram as declarações do presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, que havia advertido na terça-feira que a Grã-Bretanha "provavelmente" está entrando em uma recessão - um fenômeno definido por economistas como dois trimestres consecutivos de crescimento econômico negativo. Na sexta-feira, o governo britânico deve divulgar um novo balanço do PIB do país, que pode confirmar o prognóstico. Commodities e empresas Os temores de recessão também foram reforçados pela queda no preço de algumas commodities, como o petróleo, que indica um desaquecimento econômico, e por novos dados de algumas empresas nos Estados Unidos. Em Nova York, o barril de petróleo do tipo leve chegou a ser negociado pela manhã abaixo dos US$ 67, atingindo o nível mais baixo desde junho de 2007. Companhias americanas de setores diferentes, como a farmacêutica Merck e o banco Wachovia (que está sendo comprado pelo Wells Fargo) divulgaram balanços do último trimestre com quedas nas vendas. Além disso, duas empresas, a Merck e a Yahoo, do setor de internet, anunciaram que vão cortar centenas de vagas de trabalho. |
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