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Atualizado às: 14 de outubro, 2008 - 10h49 GMT (07h49 Brasília)
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EUA vão continuar a ser superpotência, diz colunista do 'WSJ'
Imprensa
Os Estados Unidos vão continuar a ser uma superpotência e não vão perder a liderança mundial apesar da crise financeira, afirma o colunista Bret Stephens, do Wall Street Journal, na edição publicada nesta terça-feira.

“Constantinopla caiu na mão dos otomanos depois de dois séculos de retiradas e declínio. Foram necessárias duas guerras mundiais, uma depressão global e o início da Guerra Fria para acabar com o Império Britânico”, diz o colunista.

Para ele, “é seguro apostar” que a dominação americana não vai chegar ao fim por causa de problemas no mercado financeiro.

“Não que faltem convites para se acreditar no contrário”, diz ele, “Quase em coro, o ministro das Finanças alemão, o primeiro-ministro da Rússia e o presidente do Irã previram o fim da ‘hegemonia’ americana, financeira ou de outro tipo”, diz Stephens, que ainda cita editoriais internacionais prevendo o fim do status de superpotência dos Estados Unidos.

“Muito disso é dito, ou escrito, com mal-disfarçada alegria”, comenta o colunista do WSJ, para quem, na verdade, os Estados Unidos ainda estão em posição muito melhor do que diversos países.

“Antes da alta de ontem, o índice Dow Jones (da Bolsa de Nova York) havia caído 25% em três meses. Mas isso apenas significa que ele teve desempenho melhor do que quase todos os outros mercados de ações, incluindo o XETRADAX da Alemanha (que teve queda de 28%), a Bolsa chinesa de Xangai (queda de 30%), o índice NIKK225 do Japão (queda de 37%), o Bovespa do Brasil (queda de 41%) e o RSTI da Rússia (queda de 61%). Esses contrastes mostram que as feridas financeiras dos EUA não são ganho para ninguém.”

O artigo cita ainda que os Estados Unidos estão, provavelmente, melhor preparados para financiar um plano de ajuda aos bancos.

“O pacote de US$ 700 bilhões anunciado no mês passado parece surpreendentemente grande, mas ele equivale a pouco mais do que 5% do PIB americano. Compare isso com os US$ 400 bilhões a US$ 536 bilhões do pacote de resgate da Alemanha (entre 12% e 16% de seu PIB), ou o plano britânico de US$ 835 bilhões (30%).”

“Também ajuda o fato de os Estados Unidos continuarem a ter o maior fluxo de investimento estrangeiro direto; ser o terceiro no ranking mundial (depois de Cingapura e Nova Zelândia) de facilidade de se fazer negócios, segundo o Banco Mundial; e de que suas tendências demográficas não caminham para um precipício – como ocorre na UE, Rússia, Japão e China.”

Mas para o colunista, acima de tudo, os Estados Unidos continuam tendendo à transparência financeira, o que manteria o país em boa posição diante do resto do mundo.

“Uma das ironias não comentadas da presente crise é que as vulnerabilidades financeiras dos Estados Unidos vieram à tona meses antes das da Europa (ou das do resto do mundo). Essa é uma das razões pelas quais o dólar subiu nos últimos meses. É por isso também que os EUA devem sair da crise muito mais rápido do que o Japão, por exemplo, que passou a melhor parte dos anos 90 escondendo sua crise bancária de si mesmo.”

Para o colunista, o próximo presidente deve ajudar o mercado a se curar, deixar a recessão seguir seu curso e fazer o que for possível para preservar intacto “um sistema financeiro que nos serviu esplendidamente”.

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