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Crise será sentida como recessão em países pobres, diz Bird | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, disse nesta quinta-feira que a crise econômica mundial será sentida como uma recessão pelos países mais pobres. Segundo Zoellick, a estimativa do Bird para o crescimento econômico dos países em desenvolvimento caiu de 6,6% - índice de abril - para 4%. "Ainda é uma taxa de crescimento respeitável, mas a desaceleração será tão intensa que será sentida como uma recessão", afirmou. "E muitos países terão um desempenho bem inferior do que o sugerido por essa cifra." O presidente do Bird lembrou que havia advertido em julho deste ano, durante a reunião do G8, que os países em desenvolvimento estavam sofrendo um "duplo risco", representado pelo aumento no preço de alimentos e combustíveis. "Mas o que era um duplo risco agora se tornou uma pancada tripla - alimentos, combustíveis e finanças - ameaçando não apenas derrubar os mais pobres, mas também mantê-los no chão", disse Zoellick. Efeito em cadeia Na opinião do presidente do Banco Mundial, a turbulência financeira poderá ter efeitos negativos em cadeia. "Uma queda das exportações (por parte das nações emergentes) vai desencadear uma queda de investimentos", afirmou. "A deterioração das condições financeiras, juntamente com restrições monetárias, levará a falências de empresas e possíveis situações bancárias emergenciais", acrescentou. "Alguns países terão dificuldades em cumprir seus balanços de pagamento." Zoellick disse que o G7, o grupo dos países mais ricos do mundo, que se reunirá nesta sexta-feira em Washington, está muito atrás em sua promessa de dobrar a ajuda que destina à África até 2010. Esse compromisso foi firmado pelo bloco durante a reunião de Gleneagles, na Escócia, realizada há dois anos. O chefe do Bird pediu que os países europeus apóiem a proposta do presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, de desembolsar 1 bilhão de euros para auxiliar os países mais sacrificados pelos altos preços de alimentos. Zoellick anunciou também que o Banco Mundial destinará US$ 25 bilhões adicionais para o Haiti, a fim de ajudar o país a sanar os desastres causados pelos furacões Gustav e Ike. |
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