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França anuncia pacote de 360 bi de euros contra crise | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo francês anunciou nesta segunda-feira um plano de resgate para o setor bancário no valor total de 360 bilhões de euros (cerca de US$ 485 bilhões) para evitar a falência de instituições financeiras e restaurar a estabilidade nos mercados. "O engajamento do governo francês está à altura do problema enfrentado", declarou o presidente francês, Nicolas Sarkozy. "É preciso restabelecer a confiança rapidamente." Desse total, 320 bilhões de euros (US$ 433 bilhões) servirão como garantia do Estado francês para empréstimos interbancários. Devido à crise financeira e à conseqüente redução da liquidez bancária, as instituições estão muito mais receosas para emprestar recursos a outros bancos. Outros 40 bilhões de euros (US$ 54 bilhões) serão destinados na recapitalização de bancos que enfrentarem dificuldades financeiras. Esse montante representa exatamente a metade dos 80 bilhões de euros que o governo alemão vai destinar à essa mesma finalidade. "O esforço da França é considerável e comparável ao da Alemanha se considerarmos o PIB dos países", disse Sarkozy. "Não havia outra escolha razoável. É preciso pôr fim à crise de confiança nos mercados." O presidente francês disse ainda que é preciso "permanecer concentrado e ter sangue frio face à crise que abala a economia mundial". Rumores O presidente voltou a reiterar que o governo francês impedirá, com o plano anunciado, que qualquer banco do país entre em falência por causa da crise financeira. "Serão os bancos que vão decidir agora se eles precisam reforçar seu patrimônio líquido ou não", disse Sarkozy, que se reunirá na terça-feira com banqueiros do país. O banco Société Générale, um dos maiores do país, e que já havia anunciado prejuízos da ordem de 2 bilhões de euros por conta dos subprimes americanos, foi alvo nesta segunda-feira de rumores em relação à sua saúde financeira. As ações do banco chegaram a cair 15%, antes de se recuperar e fechar com queda de 2% - a maior perda registrada nesta segunda-feira na Bolsa de Paris, que fechou em alta de histórica de 11,18%. O Société Générale desmentiu os "rumores malévolos" de que o banco precisaria ser recapitalizado. Sarkozy declarou ainda que o plano francês de resgate do setor bancário "não terá custos para o contribuinte francês". O presidente afirmou que primeiro é preciso que a calma e a confiança sejam restabelecidos, mas depois será preciso punir os responsáveis por essa crise internacional. "O que for preciso mudar nas instituições internacionais e na política, nós mudaremos", disse Sarkozy, que afirmou também, em relação à crise, "que não é preciso ser muito pessimista, mas nem muito otimista também". |
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