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Atualizado às: 09 de outubro, 2008 - 17h12 GMT (14h12 Brasília)
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Para FMI, Brasil está forte, mas não é imune à crise

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn
Para FMI, Brasil adotou políticas certas, mas pode se contagiar
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse nesta quinta-feira que o Brasil está em uma situação forte, mas não está imune à crise econômica global.

"'O Brasil implementou nos últimos anos as políticas econômicas corretas, acumulou reservas, e a economia brasileira está em boa forma", afirmou.

"Mesmo em boa forma, o efeito do declínio no crescimento global terá conseqüências sobre as reservas", acrescentou Strauss-Kahn. "A situação do Brasil é uma situação forte, mas ele não está imune à crise."

O diretor do Fundo lembrou que a estimativa de crescimento brasileira feita pelo FMI para 2009 é menor do que a projeção para este ano.

Crescimento

O órgão avalia que o Brasil terá um crescimento de 5,2% em 2008 e de 3,5% no ano que vem.

"Para um país como o meu, um crescimento de 3,5% é um grande sucesso", disse Strauss-Kahn, que foi ministro das Finanças da França entre 1997 e 1999.

"A última vez que tivemos um crescimento assim foi há dez anos, quando eu nem me lembro quem era o ministro das Finanças", brincou o diretor do FMI.

"Mas, para um país como o Brasil, 3,5% não é tão bom assim, já que costumava crescer de 5% a 6%", acrescentou.

Emergentes

O diretor do Fundo afirmou ainda que o crescimento econômico global no próximo ano será gerado essencialmente pelos países em desenvolvimento.

"As economias avançadas deverão crecer perto de 0% no ano que vem, isso significa que 100% do crescimento econômico virá das economias emergentes e das nações de baixa renda", disse o francês.

Indagado se isso implicaria em uma mudança na estrutura mundial de poder, Strauss-Kahn respondeu: "Uma mudança de poder leva tempo, mas essa crise já dura mais de um ano e deve continuar por mais tempo."

"Com o tempo, e dado o grau de crescimento de diferentes países, isso deverá aumentar também o peso dessas nações", concluiu o diretor do FMI.

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