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Atualizado às: 06 de outubro, 2008 - 03h15 GMT (00h15 Brasília)
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Análise: Serra e Dilma têm vitória tática rumo a 2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (AFP)
Lula vota em São Bernardo; PT cresce nas cidades médias
Os resultados das eleições municipais deste domingo podem não ser decisivos na eleição presidencial de 2010, mas tanto o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), aparentemente obtiveram vitórias táticas neste domingo.

Por outro lado, o governador de Minas Gerais, o também tucano Aécio Neves, e a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy (PT) têm motivos para lamentar.

É claro que nas capitais dos maiores Estados a eleição ainda não está definida e o quadro pode mudar com o segundo turno.

Além disso, é aparente a influência do crescimento econômico recente no fato de que a maioria dos prefeitos candidatos ou se reelegeu ou está no segundo turno. E ainda é difícil prever os efeitos políticos do impacto da crise dos mercados no Brasil.

De qualquer forma, os resultados do primeiro turno permitem algumas leituras. Leia abaixo como os principais pré-candidatos se saíram.

José Serra

O governador paulista tem três fatos a comemorar. A ida de seu aliado Gilberto Kassab (DEM) ao segundo turno, no lugar do adversário interno no PSDB paulista Geraldo Alckmin, é uma vitória em si – apesar do discurso cauteloso de Serra, Kassab, e não Alckmin, sempre foi visto como seu candidato na eleição paulistana.

O resultado também praticamente enterra as eventuais pretensões de Alckmin em 2010 e limita em muito o tamanho dos obstáculos que ele poderia colocar no caminho de Serra à candidatura presidencial tucana.

Além disso, a aliança DEM-PSDB se reforça. E se reforça pela vitória de um aliado de Serra, e não de seu principal adversário interno: Aécio Neves.

Por outro lado, com exceção de São Paulo – onde Serra e o PSDB já são fortes, e precisam menos de ajuda – , o DEM deve sair menor dessas eleições, sobretudo no Nordeste – uma das regiões de maior popularidade de Lula e onde Serra precisaria mais de apoio.

O partido deixa a Prefeitura do Rio de Janeiro e, com ACM Neto, ficou de fora do segundo turno em Salvador, capital do Estado que sempre foi um dos mais fortes redutos do antigo PFL.

Aécio Neves

Se José Serra for o candidato tucano em 2010, seu colega de Minas Gerais, Aécio Neves, obviamente perde a vaga do PSDB. Por isso, o fortalecimento de Serra em São Paulo pode ser visto como um ponto negativo para Aécio Neves.

Em Belo Horizonte, o candidato de Aécio Neves, Marcio Lacerda (PSB), foi o mais votado, mas o governador talvez não tenha tantas razões para comemorar.

A candidatura de Lacerda foi apoiada tanto por Aécio, do PSDB, como pelo prefeito, Fernando Pimentel, do PT.

Durante boa parte da campanha, a pergunta que se fazia era se Lacerda seria eleito no primeiro turno.

No final, Lacerda chegou quase empatado com Leonardo Quintão (PMDB) e vai disputar um segundo turno que começa apertado.

Dilma e Marta

Candidata preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2010, a ministra-chefe da Casa Civil tem, no momento, poucos concorrentes de peso dentro do PT.

Mas a ex-ministra Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo seria uma sombra.

Desse ponto de vista, o derretimento no primeiro turno da vantagem que Marta Suplicy tinha nas pesquisas em São Paulo – e sobretudo uma eventual derrota petista na cidade – pode reforçar o cacife de Dilma no partido.

Uma eventual derrota de Marta Suplicy em São Paulo, é claro, também reforça a fraqueza eleitoral do PT no maior colégio eleitoral do Brasil. E isso é ruim pra Dilma.

Mas, por outro lado, o PT deve ser um dos partidos que mais vão ganhar prefeituras em cidade médias e pequenas, onde os prefeitos têm normalmente mais influência sobre o eleitorado do que os prefeitos de grandes capitais.

E isso deve ajudar no trabalho da construção nacional da candidatura de Dilma Roussef – uma neófita em disputas eleitorais.

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