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Atualizado às: 04 de outubro, 2008 - 19h06 GMT (16h06 Brasília)
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Europeus prometem ação coordenada contra crise
Silvio Berlusconi, Angela Merkel, Nicolas Sarkozy e Gordon Brown em Paris.
Líderes prometeram ações coordenadas de resposta à crise
Os líderes das maiores economias da Europa afirmaram, neste sábado, que irão trabalhar juntos para oferecer apoio ao sistema financeiro, mas não chegaram a anunciar nenhum plano de resgate europeu nos moldes do pacote aprovado pelos Estados Unidos.

Em vez disso, os líderes da França, Grã-Bretanha, Alemanha e Itália concordaram que cada governo deve agir de acordo com seus meios, mas em coordenação com outros países da União Européia.

"Cada governo irá operar com seus próprios métodos e meios, mas de maneira coordenada", disse o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que organizou o encontro.

O grupo concordou em relaxar as regras do bloco que determinam quanto cada Estado pode pedir emprestado e anunciou uma série de medidas coordenadas, incluindo ações ainda não específicas contra executivos de bancos falidos.

Segundo Sarkozy, os quatro líderes concordaram que os chefes de instituições
que tiveram de ser salvas com dinheiro público deveriam ser "punidos".

Os líderes também defenderam que um encontro do G8 seja realizado o mais rapidamente possível para rever as regras que governam os mercados financeiros.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que os países da União Européia devem cooperar entre si para enfrentar a crise e evitar tomar, em seus países, medidas que possam causar problemas para outros integrantes do bloco.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que o fluxo de dinheiro no sistema financeiro será garantido.

"A mensagem para famílias e empresários é que, como os nossos bancos centrais já estão fazendo, a liquidez será garantida para preservar a confiança e a estabilidade", afirmou Brown.

O presidentes do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, e do Eurogrupo (grupo que agrega os ministros das Finanças dos países da zona euro), Jean-Claude Juncker, também participaram do encontro.

'Ação coletiva'

O chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, havia feito um apelo por uma ação européia coordenada.

Ele se encontrou com Sarkozy antes da reunião dos líderes europeus e disse que apesar de a União Européia ser uma organização mais complexa do que os Estados Unidos, a Europa precisava ter uma "ação coletiva adequada".

Strauss-Kahn disse que deveria ser indicado aos mercados que os países europeus não reagirão "cada um por si".

Antes do encontro, a Alemanha manifestou sua oposição a qualquer plano europeu de resgate financeiro, e o primeiro-ministro britânico também se dizia cético em relação à necessidade de um projeto desse tipo.

O presidente do Parlamento europeu, Hans-Gert Pottering, criticou o encontro entre os quatro líderes das maiores economias européias e afirmou que eles não têm poder para decidir por toda a União Européia.

Vários governos europeus anunciaram recentemente planos de resgate a instituições ameaçadas pela crise dentro de seus países. O governo britânico nacionalizou o banco Bradford and Bingley antes de vendê-lo ao grupo Santander, e os governos da Bélgica, Luxemburgo e Holanda injetaram milhões de dólares para salvar o banco Fortis.

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