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EUA: 'Razões da violência iraquiana não mudaram' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O departamento de Estado americano disse que as razões fundamentais por trás do conflito iraquiano permanecem inalteradas, apesar da melhoria da segurança no país. O relatório trimestral apresentado ao Congresso afirma que os iraquianos ainda disputam poder e recursos, além de mostrar preocupação quanto à lentidão da incorporação das milícias sunitas às Forças Armadas e das facções sunitas no processo político. Militares americanos vêm delegando poder às forças de segurança iraquianas e seus aliados entre os sunitas para missões contra insurgentes, resultando em um número maior de casualidades entre iraquianos em setembro, quando comparado com o mesmo mês no ano passado. Em compensação, o número de soldados americanos mortos no período diminuiu em quase 40%, segundo cálculo da agência de notícias Associated Press. Integração sunita O relatório foi divulgado um dia após a transferência de cerca de 100 mil integrantes de milícias sunitas em Bagdá que passam a ser controlados pelo governo majoritariamente xiita. A partir de novembro, o salário desses sunitas passa a ser pago pelo governo iraquiano e posteriormente, está prevista a transferência de milícias fora da capital do país. Calcula-se que a operação custe cerca de US$ 360 milhões por ano. Correspondentes temem que, se os sunitas não forem satisfatoriamente empregados pelo governo, eles possam se alinhar novamente com os insurgentes. A violência no Iraque diminuiu substancialmente no ano passado e um dos motivos reconhecidos para essa redução foi a cooptação de líderes tribais sunitas, que se juntaram aos americanos na luta contra os insurgentes da organização Al-Qaeda. Desde o ano passado, os militares americanos passaram a armar e pagar salários a grupos sunitas. A iniciativa transformou a província de Anbar de um violento reduto de insurgentes em uma das regiões mais pacíficas do Iraque. O relatório apontou o Irã como a maior ameaça à segurança iraquiana. "Apesar de promessas do contrário, parece claro que o Irã financia, treina, arma e dirige grupos especiais para desestabilizar a situação no Iraque", afirma. |
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