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EUA trocam de comandante militar no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O comando militar americano no Iraque mudou de mãos nesta terça-feira, sendo transferido do general David Petraeus para o general de divisão Ray Odierno. Durante os 19 meses da gestão de Petraeus, Odierno atuou como vice-comandante. Ele é creditado como um dos responsáveis pelos progressos na área de segurança conquistados pelos militares americanos no país. A cerimônia de passagem de poder ocorreu em um antigo palácio do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein na capital do país, Bagdá. Petraeus agradeceu seus comandados e recomendou cautela, voltando a dizer que "os ganhos no Iraque são reversíveis". Ele e classificou seu sucessor como "o homem perfeito para a missão". 'A maré mudou' O secretário de Defesa americano, Robert Gates, esteve presente na cerimônia e descreveu um panorama desolador quando se referiu ao Iraque de fevereiro de 2007, época em que Petraeus assumiu. "As trevas haviam descido à terra. Os mercadores do caos ganhavam força. A morte era comum", disse ele. "Devagar, mas inexoravelmente, a maré começou a mudar. Nossos inimigos levaram uma surra violenta da qual não vão se esquecer tão cedo", disse Gates. Os progressos conquistados na administração Petraeus são creditados a três iniciativas: a presença de cerca de 30 mil soldados americanos adicionais no Iraque, deslocados para patrulhar zonas turbulentas de Bagdá e outras cidades; o recrutamento de líderes locais sunitas para combater insurgentes, também sunitas, da Al Qaeda; e a trégua bem-sucedida com a maior milícia xiita do Iraque, o Exército de Mehdi. A melhoria no quesito violência gerou progressos também na economia e na organização política iraquiana. No entanto, correspondentes e analistas coincidem com Petraeus ao observar que a situação no país pode facilmente voltar ao caos de 19 meses atrás. A violência e ataques suicidas, embora menos freqüentes, não foram erradicados. Na manhã desta terça-feira, uma mulher-bomba matou 22 pessoas quando detonou seus explosivos na província predominantemente sunita de Diyala. Os cerca de 146 mil soldados americanos no Iraque devem ser reduzidos em 8 mil até fevereiro, segundo anúncio feito pelo presidente dos EUA, George W. Bush. Dos que deixarem o Iraque, 4,5 mil devem ser enviados ao Afeganistão, país que parece retomar uma posição de protagonista na chamada "guerra contra o terror". Em meados de outubro, Petraeus passa a gerenciar as operações militares americanas no Afeganistão e Oriente Médio, incluindo Iraque, dos escritórios do Comando Central americano, em Tampa, na Flórida. |
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