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Atualizado às: 21 de setembro, 2008 - 14h03 GMT (11h03 Brasília)
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Premiê de Israel renuncia ao cargo
Ehud Olmert
Polícia recomendou que Olmert seja indiciado
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, apresentou sua renúncia neste domingo ao presidente do país, Shimon Peres – mas vai permanecer no poder até que um novo governo seja formado.

A expectativa é de que Olmert seja substituído pela ministra do Exterior israelense, Tzipi Livni, que tem seis semanas para formar um novo governo de coalizão.

Olmert anunciou que deixaria o cargo em julho passado, depois das crescentes pressões por conta de investigações sobre corrupção.

Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém Wyre Davies, Olmert deverá permanecer à frente do governo por algum tempo, até que Livni, a nova líder do partido Kadima, consiga formar um novo governo.

Ela deverá enfrentar dificuldades para formar um governo de coalizão, já que o Kadima não conta com a maioria do parlamento, o Knesset.

O processo é complicado e poderá resultar na convocação de novas eleições gerais no início do ano que vem, e Olmert poderia permanecer no cargo até lá.

Investigações

Livni, que é vista como moderada, obteve a liderança do partido em uma votação na quinta-feira passada, derrotando o ministro dos Transportes Shaul Mofaz por 431 votos, uma margem de apenas 1,1%.

Segundo a presidência de Israel, Livni tem até 42 dias para tentar formar o novo governo de coalizão representando pelo menos 61 das 120 cadeiras do parlamento, que é formado por um mosaico de partidos políticos.

Se ela fracassar, o presidente pode pedir a outro parlamentar que tente formar um governo, ou convocar eleições, que têm que ser realizadas dentro de 90 dias.

Olmert já havia dito que renunciaria ao cargo quando o novo líder do Kadima fosse escolhido.

Ele sofreu múltiplas acusações de corrupção durante os menos de três anos em que atuou como premiê, mas ele nega todas elas.

A polícia, no entanto, recomendou que ele seja indiciado em duas das investigações – a de acusações de que ele teria recebido dinheiro indevido de um empresário americano, e a de acusações de que ele teria cobrado duas vezes o governo por viagens ao exterior.

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