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Atualizado às: 02 de setembro, 2008 - 09h14 GMT (06h14 Brasília)
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Gustav perde força e vira tempestade tropical; assista
Canal transbordando em Nova Orleans
Diques de Nova Orleans resistem à pressão das águas
O Furacão Gustav perdeu força nas últimas horas e foi rebaixado para a categoria de tempestade tropical, com chuvas torrenciais e ventos de 95 km/h à medida que avança pelo sul dos Estados Unidos.

Em Nova Orleans, cidade do Estado da Louisiana devastada pelo furacão Katrina em 2005, os diques que protegem a cidade de inundações parecem ter resistido à pressão das águas que transbordavam por cima das barreiras.

O prefeito Ray Nagin, que há alguns dias havia ordenado a evacuação obrigatória da cidade, pediu que os moradores ainda não voltem para suas casas.

“O retorno se dará nos próximos dias, mas pedimos aos moradores que não voltem à cidade nesta terça-feira”, disse Nagin, acrescentando que as autoridades terão de avaliar os prejuízos causados com as fortes chuvas e ventos de mais de 100km/h.

“Árvores estão caídas por toda cidade, cabos de eletricidade estão rompidos e há um grande número de residências sem eletricidade”, completou.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, com o enfraquecimento do Gustav, metereologistas acompanham agora o desenvolvimento do furacão Hanna, de categoria 1, e da tempestade tropical Ike, que se formou entre o Caribe e a África e pode se transformar em furacão nos próximos dois dias.

A trajetória prevista pelo Centro Nacional de Furacões indica que o Estado americano da Flórida poderá ser atingido ainda nesta semana pelo Hanna.

Evacuação

Cerca de 2 milhões de pessoas deixaram a costa do Golfo do México para se proteger do Gustav. Em Nova Orleans, longas filas de carro se formaram nas estradas depois que o prefeito determinou a evacuação obrigatória da cidade, de 239 mil habitantes.

Ainda assim, há informações de que cerca de 10 mil pessoas decidiram permanecer em Nova Orleans.

Além da evacuação de Nova Orleans, a passagem do furacão também provocou reação por arte da indústria do petróleo da região. Por precaução, as petroleiras fecharam quase todas as plataformas e refinarias próximas à rota do furacão.

Relembrando o Katrina
Nova Orleans inundada pelo Katrina em 2005
O furacão atingiu a costa americana do Golfo do México em agosto de 2005
Mais de 1,8 mil pessoas morreram
Cerca de 75% de Nova Orleans ficou inundada
Centenas de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas
O governo americano foi acusado de lentidão em responder à tragédia

Antes de chegar à terra firme, Gustav havia passado pelo Caribe, onde deixou mais de 80 mortos, e chegou a atingir a categoria 4.

Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, cancelou o discurso que faria na segunda-feira na Convenção Nacional Republicana, realizada em St. Paul, no Estado de Minnesota (norte do país), e viajou para o Texas, onde acompanha a resposta das autoridades ao furacão Gustav.

"É um acontecimento sério", disse o presidente a pessoas responsáveis pelos serviços de emergência. Bush, entretanto, disse que a resposta do governo ao Gustav "é muito melhor do que (a resposta) ao Katrina".

A passagem de Gustav levou o Partido Republicano a anunciar outras alterações no programa da convenção, que deverá formalizar a candidatura do senador John McCain à Casa Branca.

"Não seria apropriado ter uma ocasião festiva enquanto uma possível tragédia ou um terrível desafio se apresenta na forma de um desastre natural, então nós estamos acompanhando (a passagem do furacão) e estou fazendo orações também", disse McCain à emissora de televisão americana Fox News.

Em 2005, a passagem do Katrina deixou cerca de 75% da cidade de Nova Orleans embaixo d’água, e cerca de 1,8 mil pessoas morreram.

A temporada de furacões no Atlântico começou em 1º de junho e termina no final de novembro.

Nova Orleans
Gustav perde força ao atingir a cidade.
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