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Atualizado às: 31 de agosto, 2008 - 23h39 GMT (20h39 Brasília)
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Republicanos terão convenção reduzida por causa de furacão

McCain e a governadora Sarah Palin, escolhida como vice para a chapa republicana, visitam um centro para controle de furacões em Mississipi
McCain: 'temos de deixar a política partidária de lado'
O senador John McCain, que deverá ter seu nome ratificado pela convenção nacional do Partido Republicano, exigiu que o evento tenha seu programa alterado e reduzido, por conta do furacão Gustav, que deverá atingir a costa americana nesta segunda-feira.

O evento, que terá início nesta segunda-feira, deverá contar com menos participantes do que o originalmente previsto. Não estarão presentes, entre outros, o presidente George W. Bush e o vice Dick Cheney.

Bush e Cheney iriam originalmente participar da abertura do evento republicano em Saint Paul.

A agenda do primeiro dia da Convenção Nacional Republicana foi radicalmente reduzida. A sessão inaugural terá início às 15h do horário local e será encerrada às 17h30, mas só lidará com procedimentos técnicos para formalizar a candidatura de McCain.

Sem política partidária

McCain disse que não seria prudente realizar a sessão inagural como um evento político tradicional.

''Este é um momento em que temos de deixar a política partidária de lado e agir como americanos'', afirmou McCain.

Os representantes republicanos deverão dar uma entrevista coletiva, nesta segunda-feira pela manhã, para divulgar quaisquer novas mudanças na agenda da convenção.

O evento tem fim previsto para esta quinta-feira, mas, dependendo da força com que o Gustav atingir a região do Golfo do México, a convenção poderá ser encurtada ou mesmo adiada.

Os republicanos já disseram também que pretendem aproveitar o evento para angariar fundos destinados às potenciais vítimas do furacão e anunciaram medidas de apoio aos delegados republicanos dos cinco Estados que estão na rota do furacão (Texas, Louisiana, Mississipi, Alabama e Flórida).

Katrina

A prudência republicana e do presidente George W. Bush se deve ao fato de que a atual administração americana enfrentou severas críticas pela forma supostamente lenta e ineficaz como reagiu ao furacão Katrina, há três anos, que causou a morte de mais de 1,8 mil pessoas.

O Gustav deverá atingir a mesma área afetada pelo Katrina, em especial Nova Orleans e outras cidades do Estado de Lousiana, além de áreas dos Estados de Mississippi e Texas.

O presidente Bush anunciou neste domingo que viajaria ao Texas para monitorar as operações de auxílio às pessoas que foram evacuadas e enviadas para o Texas.

Bush disse também que, por ora, não iria a Nova Orleans, por temer que sua presença acabasse desviando esforços necessários para as operações de segurança na cidade.

Com uma eleição presidencial em jogo, o líder americano e o partido governista não medirão esforços para lidar com o potencial de destruição do furacão Gustav.

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