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Ex-premiê deixa coalizão de governo no Paquistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-primeiro-ministro do Paquistão Nawaz Sharif afirmou nesta segunda-feira que seu partido, PML-N, vai se retirar da coalizão multipartidária que governa o país. Sharif estava envolvido nas discussões com o maior partido paquistanês, o PPP (Partido do Povo do Paquistão), para chegar a um acordo em torno do sucessor de Pervez Musharraf, que renunciou à Presidência do país na semana passada. Mas havia divergências entre os dois partidos a respeito do nome do sucessor e do retorno ao cargo de juízes que haviam sido afastados no ano passado por Musharraf. "Quando documentos escritos são repetidamente ignorados, a confiança não pode resistir", disse Sharif a jornalistas em Islamabad. "Não conseguimos achar um raio de esperança." Ele acusou o PPP de quebrar promessas, em particular em relação à questão dos juízes. A saída do PML-N da coalizão aumenta a incerteza sobre o futuro do Paquistão, em meio a uma crise econômica e à crescente ameaça de atentados promovidos por militantes radicais. O Parlamento paquistanês vai escolher no dia 6 de setembro o sucessor de Musharraf, que deixou o cargo para evitar um processo de impeachment. Incômodo O correspondente da BBC em Islamabad Charles Haviland disse que a saída do PML-N não derruba o governo. Entretanto, Sharif pode ser para o PPP uma incômoda figura de oposição, no momento em que o país carece de direção política. No sábado, o PPP indicou o viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, Asif Ali Zardari, como seu candidato à Presidência. Sharif disse que seu partido também terá um candidato nas eleições de 6 de setembro. Mas afirmou que o PML-N pretende desempenhar um papel construtivo na oposição – indicando que não tentará derrubar o governo por enquanto. Zardari e Sharif trabalharam juntos para ameaçar de impeachment o ex-presidente Musharraf, o que o levou a renunciar na semana passada. Os dois líderes partidários também concordaram em reduzir os poderes do presidente. No passado, as prerrogativas do primeiro mandatário serviram para ignorar governos eleitos democraticamente. Entretanto, os dois partidos divergem na questão dos juízes. O PPP teme que, se todos voltarem aos seus cargos, os juízes demitidos por Musharraf possam invalidar a anistia que possibilitou a volta de Zardari e Bhutto para o país, no ano passado. Isto deixaria Zardari suscetível a processos por corrupção. |
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